Tutorial – Narrativa Visual – Timing nas histórias em quadrinhos

Começou a temporada 2018 de vídeos no meu canal do Youtube! Para começar mais um tutorial sobre narrativa visual, dessa vez falo sobre timing nas histórias em quadrinhos.

Passar a sensação de tempo através da narrativa visual de quadrinhos é um desafio.

A cena é rápida ou slow motion? Aquele quadro focando o personagem, sem balão de fala, durou algum tempo ou foi um pensamento rápido?

Você quer construir uma cena de ação onde tudo acontece muito rapidamente, mas em alguns momentos quer usar a câmera lenta para dar mais dramaticidade em alguma parte da ação.

Tudo isso é o que chamo de timing e explico como fazer no novo vídeo do canal.

Saiba o que são as calhas, ou sargetas, nas páginas de quadrinhos. Entenda como o tamanho dos quadros pode afetar o ritmo de leitura da sua página. Saiba como passar mais tensão ou dramaticidade às cenas de sua HQ.

Aguardo seu comentário falando o que achou sobre esse novo vídeo.

Com esse primeiro vídeo eu considero aberta a nova temporada de vídeos do meu canal para este ano. Quero entender mais sobre o que você quer saber do assunto criando histórias em quadrinhos.

Não esqueça que o ebook Como criar uma história em quadrinhos já está disponível para download gratuito. Também quero saber mais sobre o que você achou do conteúdo do ebook! Aguardo seu comentário.

Até a próxima!

3 erros que cometi criando histórias em quadrinhos

Quero compartilhar com você os 3 erros que cometi criando histórias em quadrinhos. Não são os únicos, mas são alguns dos principais.

Uma das melhores maneiras de aprender é errando. Você tenta algo e descobre que aquilo não dá certo. Esse aprendizado vem com experiência, sendo ela sua ou de outra pessoa.

Esse texto vai servir para que você possa aprender com os meus erros. Então vamos lá.

1. Começar criando séries de histórias em quadrinhos

Nós somos fãs de séries famosas. Adoramos os personagens e suas muitas aventuras. Por isso queremos criar nossos próprios personagens e sua saga enorme com muitos personagens coadjuvantes.

Esse é um erro que cometi muitas vezes. Logo quando comecei a publicar quadrinhos online por volta de 1999. Criei uma série, mas acabei descontinuando.

Em seguida criei outra que chegou a ter mais capítulos. Publicando online, consegui um certo sucesso recebendo feedbacks positivos (na época apenas por email, não haviam redes sociais ainda) e um certo grupo de fãs. Acabei descontinuando a série mais uma vez.

Por fim, minha maior série começou a ser publicada online. Nessa cheguei longe, com mais de 120 páginas e 11 capítulos. Essa certamente foi a que tive mais sucesso e foi publicada em diversos sites, mas mesmo assim, acabou sendo descontinuada.

1.1. E por que isso acontece?

Primeiro porque uma série longa exige muita dedicação e um grande investimento de tempo. Então o comprometimento precisa ser muito maior.

É comum perdermos o interesse em uma história tão longa, querendo desenvolver novas ideias e colocar no papel nossos novos personagens.

Por isso, quem está começando a criar histórias em quadrinhos precisa começar com histórias curtas. Podem ser todas do mesmo universo ou personagens, mas precisam ser histórias com um começo, meio e fim. De preferência com poucas páginas.

Isso vai servir para ajudar a desenvolver a habilidade do autor com a narrativa gráfica dos quadrinhos. Vai melhorar sua habilidade de escrever histórias que fazem sentido, que começam e terminam.

Nenhum diretor de cinema iniciante vai estrear com um longa metragem.

Focar em histórias curtas será sempre um bom caminho para melhorar o trabalho do quadrinista, fazendo com que ele ganhe experiência e aprenda os atalhos para boas histórias.

Quando sentir que está pronto para se comprometer com uma série, comece com mini-séries em três capítulos. Somente depois passe para séries maiores.

Essa dica vai ajudá-lo a publicar mais histórias prontas que podem ser mais prazerosas de ler para quem ainda não conhece seu trabalho.

2. Não planejar a história antes de sair desenhando

Nada melhor do que pensar em uma história e sair desenhando as páginas para vê-la pronta o quanto antes.

O problema é que essa atitude pode causar arrependimento no futuro.

Várias vezes cometi esse erro, principalmente por começar meus primeiros quadrinhos diretamente como séries e sair criando a história da cabeça página a página, só tendo uma vaga ideia do que iria acontecer no futuro.

Sem saber para onde a história vai,  o autor pode se arrepender de ter desenhado o personagem de um jeito ou até de ter adicionado um acontecimento que não faz mais sentido para a história lá na segunda ou terceira página. Agora que está desenhando a décima página já gostaria que a história tivesse começado diferente.

Em um dos capítulos da minha última série, Tailer, acabei inserindo uma cena dentro de um navio cargueiro (imagem ao lado) porque achei interessante que a base dos inimigos fosse em alto-mar.

O problema é que essa cena aconteceu cedo demais na história. Ainda não era o melhor momento para apresentar alguma dica de quem eram os inimigos dos protagonistas.

Alguns capítulos passaram e a base não foi mais mencionada. Uma falha de planejamento da história.

Por isso pensar o roteiro, escrever e desenhar os rascunhos das páginas para marcar o layout são passos importantes antes de começar a desenhar a história.

3. Não pensar nos personagens como pessoas

Criar personagens interessantes é uma das partes legais de se criar histórias em quadrinhos.

Mas as vezes nos apegamos muito no que queremos que o personagem seja, num modelo de pessoa ideal. Só que pessoas não seguem modelos ideais.

O leitor precisa se identificar com os personagens que está lendo e fica muito difícil isso acontecer se ele é um ser humano ideal, cheio de virtudes e sem nenhuma falha de caráter.

Um personagem “perfeito” deixa a história chata. Para ser interessante é preciso que o personagem tenha falhas e cometa erros.

Os meus protagonistas costumavam ser exatamente como eu gostaria de ser na época. Só que analisando hoje de forma fria, vejo que eram personagens sem graça e superpoderosos demais.

personagens de histórias em quadrinhos

Quem acabava salvando a história eram alguns personagens coadjuvantes, como o Professor Wu (imagem ao lado) da minha antiga série Tailer. Ele era um personagem divertido e cheio de falhas de caráter, mas que falava o que era preciso de vez em quando.

Conclusão

Como já mencionei, são alguns dos principais erros que cometi ao criar histórias em quadrinhos durante os primeiros anos de publicações independentes na internet.

Agora que você já conhece alguns desses erros, me diga se esse texto lhe ajudou de alguma forma nos comentários. Estou ansioso para saber.

Até a próxima!

Obs: O livro Como criar HQs está disponível para download. Clique aqui!

Vem aí a temporada 2018

Estamos prestes a começar a temporada de 2018 no canal Marcus Beck!

Para comemorar que atingimos os 5000 inscritos no dia 08 de janeiro desse ano, vou deixar uma lista dos vídeos sobre criação de quadrinhos e desenho que publiquei na temporada de 2017.

Estou muito feliz pelo reconhecimento do trabalho. Sempre com o objetivo de aumentar o acesso a conteúdo de qualidade sobre criação de quadrinhos.

Confira se você já assistiu a toda a temporada de 2017 antes de começarmos a de 2018!

Deixe seus comentários aqui abaixo falando o que mais você quer saber sobre criação de quadrinhos, assim já terei mais e mais temas para os vídeos da temporada de 2018!

Até a próxima!

Preciso saber desenhar para criar uma história em quadrinhos?

Muita gente se pergunta se é preciso saber desenhar para criar uma história em quadrinhos. Pode parecer uma pergunta absurda, mas na verdade não é.

Para começar é preciso entender o que é “saber desenhar”. Afinal de contas, aprendemos a fazer homens-palito desde a infância e isso pode ser considerado saber desenhar.

Você já deve ter visto diversas tirinhas espalhadas pela internet que são basicamente homens-palito interagindo. Podem até achar uma arte “tosca”, mas algumas dessas tirinhas são as mais engraçadas que já li!

Sem dúvida a arte é parte importante de uma história em quadrinhos, afinal é a ferramenta que escolhemos para contar a história. Só que assim como um escritor escolhe bem as palavras que mais encaixam no tipo de história que quer escrever, o quadrinista deve fazer o mesmo com o estilo de desenho que quer usar.

Nem sempre é preciso ser um mestre na arte de ilustrar para criar boas histórias em quadrinhos. O que vale é ser bom em narrativa visual, que é a verdadeira arte de um quadrinista. É importante sempre lembrar disso.

Portanto se você acredita que não pode criar sua primeira HQ porque acha que suas ilustrações não são boas o bastante, vou te mostrar uns estudos de caso que podem lhe impressionar. Fugindo um pouco dos homens-palito das tirinhas, é claro.

Você conhece a série de quadrinhos One Punch Man? Que tal dar uma olhada na webcomic original. A versão que se popularizou no ocidente é um “remake” da original desenhada por um desenhista de mangá profissional (e incrível) chamado Murata Yuusuke.

One Punch Man comparação
Na esquerda a arte original, na direita o remake. Note que a narrativa não mudou nada!

A série ficou famosa mesmo com a arte de “ruim”. A qualidade da história era tão boa que mesmo o remake manteve os mesmos personagens, os mesmos arcos… basicamente só mudou a arte para algo que o mercado editorial japonês aceita melhor.

E que tal os primeiros capítulos da série em quadrinhos Attack On Titan? Digamos que não é a arte mais bonita que você já viu em páginas de mangá, não é? Não chega nem perto da beleza de uma HQ como Berserk, por exemplo. Mesmo assim foi um sucesso enorme por conta da qualidade de sua história.

Uma boa história, uma boa narrativa, personagens interessantes com os quais o leitor se identifique. Isso é muito mais importante do que “saber desenhar”.

Devemos sempre continuar trabalhando para melhorar nossa arte, mas não deixe de começar aquele projeto de histórias em quadrinhos porque acha que seu desenho não é bom o bastante. Foque no que interessa: a história!

Até mais!

O resultado do Inktober 2017

No último dia 31 eu completei o desafio. Este post é para mostrar o resultado do Inktober 2017.

Se você não sabe o que é o Inktober, dá uma olhada nesta publicação aqui onde falei sobre o desafio. Foi minha primeira participação e fiquei muito satisfeito de ter completado os 31 dias!

Eu postei tudo no meu instagram e no meu facebook.

Nos primeiros 18 dias eu criei uma história com uma nova personagem que venho criando e publiquei neste post aqui. Utilizei métodos tradicionais para desenhar.

Nos últimos 13 dias do desafio eu trabalhei somente com a mesa digitalizadora, a qual eu falei neste post, para poder praticar arte digital, já que precisava praticar bastante.

Todos eles são personagens da nova história que venho desenvolvendo. E são estes últimos que publico agora neste post. Segue a galeria abaixo.

Até a próxima!

Como fiz Meu Primeiro Desenho Digital

Finalmente fiz meu primeiro desenho digital! Gravei o processo para mostrar como foi essa experiência.

Depois de tantos anos desenhando de forma tradicional, usando papel, nanquim, bico de pena, pincel, lápis, borracha, etc, resolvi me aventurar em uma nova maneira de desenhar.

Este vídeo mostra como eu fiz meu primeiro desenho digital! =)

O desenho que fiz no vídeo entrou no meu Inktober (saiba o que é o Inktober aqui) também. Se quiser acompanhar o meu desafio Inktober basta me seguir no Instagram ou no Facebook!

Até a próxima!

Meu primeiro Inktober! #inktober2017

Eu falei do #inktober2017 em um dos posts aqui do blog. Lá eu disse que esse seria o meu primeiro Inktober e que a participação no desafio é muito legal para praticar sua arte.

Eu resolvi usar os 18 primeiros dias da minha participação para contar uma história com uma das personagens que estou desenvolvendo atualmente: Catarina.

Catarina adora invadir bibliotecas e casas para roubar mapas e documentos importantes que a ajudem a descobrir os segredos da queda do primeiro império.

A ideia do Inktober é trabalhar com qualquer material que você queira, mas como esta é minha primeira participação decidi manter a ideia de usar materiais mais tradicionais. Eu usei apenas uma lapiseira, bicos de pena, pincel e nanquim para construir cada painel dessa história em 18 quadros.

A partir de agora vou continuar o Inktober com outros desenhos mais livres e com algumas ilustrações digitais que quero começar a fazer para treinar. Eu acabei de adquirir uma Wacom e vai ser a primeira vez que vou experimentar fazer desenhos com uma mesa digitalizadora! D:

Também vou entrar de férias, então posso aproveitar as viagens de descanso para publicar alguns sketches de paisagens e pessoas! 🙂

Acompanhe tudo lá no meu Instragram ou Facebook!

Até a próxima!

Você sabe o que é o Inktober?

Você sabe o que é o Inktober? Já ouviu falar desse desafio mundial de desenho?

O Inktober foi criado por Jake Parker em 2009 como um desafio para melhorar suas técnicas de arte-final  e desenvolver um hábito de desenhar diariamente.

Desde então, tornou-se um empreendimento mundial com milhares de artistas que assumiram o desafio todos os anos.

Funciona da seguinte maneira: Você faz um desenho com nanquim (não obrigatoriamente) todos os dias do mês de outubro e posta nas redes sociais com as hashtags do desafio #inktober e #inktober2017.

Para facilitar as coisas todo ano o Jake Parker libera uma lista com sugestões de assuntos para cada um dos dias do mês, mas você é livre para desenhar o que quiser durante o desafio.

O Inktober é uma grande oportunidade para desenvolver nossas habilidades como desenhistas e também de divulgar seu trabalho através das hashtags #inktober e #inktober2017 nas redes sociais.

Eu sempre quis participar, mas em nenhum dos anos anteriores eu consegui. Dessa vez eu resolvi me comprometer de vez e participar do desafio.

Já que estou desenvolvendo o character design de novos personagens, quero aproveitar o desafio para desenhá-los todos os dias em situações diferentes para praticar e evoluir o traço de cada um deles.

Agora que você já conhece o Inktober, vai participar também? Me diga a resposta nos comentários!

Até a próxima!

Narrativa de Quadrinhos – Ângulos de Enquadramento

Esse vídeo foi enviado ontém com exclusividade para minha lista VIP de emails. Se quiser receber os vídeos (e muito mais) com exclusividade inscreva-se clicando aqui e seja VIP!

Acabei de publicar mais um vídeo no meu canal no Youtube! O vídeo é mais um sobre Narrativa de Quadrinhos, dessa vez falando de Ângulos de Enquadramento.

O vídeo anterior no canal falava sobre Planos de Enquadramento, então esse vem para completar a introdução à esse aspecto da narrativa de quadrinhos que tem tanto em comum com o cinema que costumamos chamar de linguagem cinematográfica.

Preparei algumas ilustrações específicas para esse vídeo mostrando os ângulos utilizando um personagem fictício.

Deixa um comentário lá no vídeo me falando sua opinião e me dizendo o que mais você quer de conteúdo no canal sobre criação de quadrinhos!

Até a próxima!

Criando o visual de personagens

Já faz um tempo que venho preparando uma nova história, escrevi bastante sobre o mundo onde ela vai acontecer e agora chegou a hora de começar a criar o design de tudo. Comecei criando o visual de personagens.

Esses são os primeiros esboços e ideias de como os protagonistas da primeira história devem parecer.

Para acompanhar o desenvolvimento desses personagens e da história em geral, basta me seguir no Instagram ou no Facebook.

Na hora de pensar no visual do personagem não devemos focar só no que achamos que é legal ou que faria ela parecer maneira. Tudo que faz parte da aparência dela precisa ter um motivo.

Se seu personagem é rico, terá roupas melhores e acessórios que condizem com o status social. Se for uma pessoa religiosa, postura, cabelo, roupas e acessórios devem refletir a cultura dessa religião da personagem.

Se for mais humilde, pode ter roupas simples e talvez uma aparência um pouco mais desleixada. Entretanto pode ser humilde mas muito preocupada com sua aparência, o que pode fazê-la ter roupas simples, mas sempre limpas e bem arrumadas.

O cabelo e o rosto também refletem muito sobre a personalidade da personagem. Tudo tem que ser bem pensado para compor a aparência de cada um dos participantes da sua história.

Existe muito mais a se levar em conta quando criamos um character design para alguma de nossas histórias. Se quiser saber mais sobre esse assunto, dexe um comentário no post.

Até a próxima!