[Resenha] Ryotiras

Texto por K

Ryotiras, de Ricardo Tokumoto, possui uma linguagem artística: os desenhos não se definem como cartoon, mangá ou comic. Mas expressam emoções pela explosão de cores, linhas e movimento.

Diversos estilos de traço

Não possui personagens fixos mas são tiras conceituais que, como o próprio autor diz, são “relativamente engraçadas”. Algumas são um pouco difíceis de se entender, talvez porque demandem algum tipo de contexto.

Leia em http://ryotiras.com.

Palavra do Autor

O RyotIRAS é uma espécie de válvula de escape, um lugar pra desabafar, me expressar, me deleitar, delirar, experimentar e quem sabe com muita sorte, fazer alguém sorrir.

A aleatoriedade dos temas reflete diretamente a aleatoriedade que é nossa vida moderna.

Tento dizer as coisas de uma maneira que eu adoro, transpondo significados, brincando com os pré-conceitos e colocando leveza em chumbo.

Essa antítese trabalhada em conjunto é umas das essência que eu busco. Falar sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Mensagens sérias nas gargalhadas. O humor na tristeza de nossos dias.

Assim é o RyotIRAS simplesmente porque assim é a vida.

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Zinemax Kombat – 2ª Fase e Final

Pulbicada com ajuda da Doninha

Olá, pessoal!

Na segunda fase do Zinemax Kombat (ZMK) o meu personagem participante, Simon Faser e sua arraia voadora Zula, venceram novamente. Uhul!

Foi uma luta divertida, mas alguns acontecimentos pessoais fizeram com que as páginas fossem desenhadas na pressa e a qualidade ficou duvidosa. Mesmo assim, com ajuda da Doninha do fórum Zinemax (também organizadora e idealizadora do ZMK), as páginas foram ao ar no tempo certo.

Porém, pelos mesmos acontecimentos, não pude participar da final e o Simon perdeu por WO.

De qual outra maneira esse personagem tão estiloso, que não dá importância pra quase nada, poderia perder? *desculpa esfarrapada*

Assim mesmo fiquei feliz com a minha participação. Chegar até a final, ficando em terceiro lugar com um personagem criado na hora da inscrição no meio de tantos personagens interessantes foi incrível!

E prometi que vou fazer uma página de hq mostrando onde o Simon e a Zula estavam na hora em que a final aconteceu, pelo menos ele não fica totalmente de fora.

[Resenha] Ivo Viu a Uva

Texto por K

Baseado no cotidiano do casal Ivo e Eva, as tirinhas de Ivo viu a uva não se prendem a uma temática pré-definida. Trata de diversos assuntos, para diversos gostos. Para quem quer uma pitada de humor sem ter que lembrar o que aconteceu na página anterior, Ivo viu a uva pode até mesmo ser acompanhada pela curiosíssima “charge aleatória” que não perde a graça!

Início de uma das tirinhas
Início de uma das tirinhas

As tiras tem periodicidade semanal. Leia online aqui http://www.ivoviuauva.com.br.

O autor de Ivo Viu a Uva, Rubens, respondeu algumas perguntas para o Palavra do Autor, leia abaixo.

Palavra do Autor

Como surgiu a ideia para iniciar uma série de tiras?

Pra dizer a verdade, surgiu meio de estalo. Um dia resolvi experimentar fazer algo diferente na internet, e pensei: “por que não fazer uma série de quadrinhos e jogar na internet, para as pessoas verem?” Já tinha o material necessário – internet, scanners, etc – e era uma coisa que eu já tinha vontade de fazer há algum tempo, mas nunca tinha tomado a iniciativa de botar em prática.

Como é a produção dessas tiras?

Primeiro faço alguns traços a lápis sobre uma folha sulfite onde já está previamente delimitado o espaço para o quadrinho. Feito o desenho, contorno com duas canetas hidrográficas – uma mais fina e pontuda, da Stabilo, para detalhes do rosto e letras, e outra mais grossa, da Faber Castell, para contornos dos personagens e letras em negrito. Apago o lápis, escaneio o desenho e passo a colori-lo no Gimp. Quando está tudo pronto, é só colocar no blog.

De onde vem as ideias que você usa para criar cada nova tira?

Sinceramente, nem eu sei direito. Uma coisa que funciona é prestar atenção no cotidiano, nas pequenas coisas irônicas que acontecem no nosso dia-a-dia. Mas não adianta pensar muito: acho que se a idéia é boa ela flui naturalmente. Se eu sentar e me forçar a criar uma ideia engraçada, não sai nada que preste.

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Autor:   Rubens
Categoria: Tira / Charge
Periodicidade: semanal
Leia online: http://www.ivoviuauva.com.br/

[Resenha] Turn to Fall

Karl Eisner

Texto por K

Turn to Fall conta a história de um homem amish (Karl Eisner) que decide sair da fazenda em que vive depois que seu filho o abandona num momento muito difícil. Sozinho, Eisner se vê obrigado a questionar se o seu modo de vida levado até então está certo ou errado.

O estilo de desenho é (como denomina a própria autora) “experimental”, pois mistura várias técnicas artísticas (guache, nanquim, giz, carvão…), além de contar também com desenhistas convidados com estilos diferentes. Desta forma, é possível que, a primeira vista, Turn to Fall não agrade. Apesar disso, a argumentação é bem estruturada e a narrativa flui numa envolvente história sobre crise existencial.

Uma existência privada das coisas que fascinavam Eisner quando menino. Coisas que ele só poderia encontrar no “mundo dos ingleses”. A decisão de se deixar tudo para trás e recomeçar… Mas, será que ainda é possível recomeçar?

Turn to Fall é de Jussara Nunes e tem atualizações exporádicas neste link

Palavra do Autor

Segundo a autora, para entender a história é necessário conhecer um pouco sobre o que são amishes:

“Protestantes de origem germânica, alocados em várias regiões do norte dos Estados Unidos desde o século XVI. Escolheram, por opção, renegar à toda evolução tecnológica que veio com a revolução industrial em diante, preferindo o modo de vida rural arcaico.”

Jussara ainda fala mais um pouco, dessa vez sobre como foi a criação e como é produzir essa hq:

O início de Turn to Fall aconteceu por volta de 2005 quando tive uma crise existencial. Como os tarja-pretas não estavam funcionando, decidi usar uma tática terapeutica que se baseia em ver o problema “de fora”. Imaginei uma pessoa que estava passando pelos mesmos problemas e dúvidas existenciais que eu. Pensei num amish porque, se não me engano, havia acabado de assistir um filme ou algum documentário sobre eles na época e estava com este povo na cabeça. A terapia “de fora” funcionou e eu melhorei. E não pensei mais neste assunto.
Em agosto de 2006, ocorreu um evento que eu gosto de chamar de “surto de um fim de semana”. Doida para desenhar alguma coisa, acabei lembrando por acaso desta minha história e fiz uma hq com ela (desenhei 22 páginas em apenas dois dias!!!). Era para ser uma história fechada, mas me vi fazendo ela com continuação. E quando dei por mim já estava criando uma saga! E olha que ela só recebeu um nome por volta de 2007.
Turn to Fall não é uma hq típica para “vender”, digamos assim. É um esforço filosófico comigo mesma. Uma reflexão que eu faço mais para mim. Mas se alguém quiser acompanhar esta reflexão, fique à vontade!

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[Resenha] Os Levados da Breca

Texto por Marcus Beckenkamp com colaboração de K

Conheça Alê, Artur, Barata, Brunão, Joaz, Lalá, Manú, Naná, Paulo, PC, Vini e Wes, um grupo de amigos que estão sempre aprontando alguma nas tiras de Os Levados da Breca, de Wesley Samp.

  • O grande medo de alguns

    Alê é uma garota que sempre “apronta/quebra” alguma coisa para chamar a atenção dos pais que trabalham fora o dia todo.

  • Artur adora arrumar uma confusão com seu estilingue
  • Barata toca violão, é o “fofo” da turma
  • Brunão é o desenhista da turma
  • Joaz ou J.Power, super-herói a seu dispor
  • Lalá menina alegre que quer ser atriz ou famosa, ou as duas coisas
  • Manú ou Mãe Manú, que responde perguntas a R$ 1,00
  • Naná gosta de brincar de boneca, pensando no futuro…
  • Paulo pensador da turma, existencialista
  • PC é o nerd
  • Vini um “nadador” de talento!
  • Wes é o “outro desenhista “da turma e, ao que parece, autor da série

A julgar pela aparência pode-se pensar que as tirinhas tem um tema infantil, porém estão sempre dentro das principais novidades do mundo! Nota-se que o autor toma o seu cotidiano como inspiração para a criação das peças cômicas do mundo de seus pequenos personagens.

Desde junho de 2007 no ar, as tirinhas desta turma já ultrapassatam o número 425 e não param de ser publicadas.

A arte das tiras evoluiu muito desde sua primeira publicação e o traço está mais firme, porém sem perder as características básicas que formaram os personagens nesses anos de publicação.

Sempre com algum assunto do momento

O autor autoriza, através da licensa Creative Commons, a publicação de suas tiras em qualquer blog ou mídia sem fins lucrativos, mas alerta: em caso de mídias com fins lucrativos, o mesmo deve ser consultado antes!

Sempre atualizado com o momento, esta série de tiras pode divertir a todos, pois um dos seus personagens vai acabar se encaixando com o seu perfil!

Leia aqui http://www.oslevadosdabreca.com

Palavra do Autor

Os Levados da Breca foram criados em 2007, fruto de uma simples brincadeira: fazer caricaturas de mim e dos meus amigos. Com o tempo, os personagens tomaram forma e ganharam vida própria. Cuidado com elas: podem ser crianças, mas nem sempre são infantis.

Wesley Samp

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[Resenha] Hime-Sama

Texto por K

Quadro do capítulo mais recente
Quadro do capítulo mais recente

“Era uma vez um reino distante chamado Nonameland”, onde, apesar de ser um conto de fadas, há dias bons e ruins e todas as pessoas são estranhas… Assim começa a comédia romântica Hime-sama, de Waleska Ruschel.

Hime-sama conta a históia de Nine, herdeira do reino de Nonameland que simplesmente detesta as sutilezas reais.

Preocupado coma educação da filha, o rei de Nonameland resolve contratar uma babá (Lois, um camponês), para colocar rédeas na filha “rebelde”. Com uma história envolvente, Hime-sama, tem até fan-clube: http://hime-samafanclub.deviantart.com, está no 4º capítulo e é atualizado às sextas-feiras.

Personagens:

Nine (Hime-sama)
Nine Bouleversement Grisette – primeira princesa de Nonameland, herdeira do trono. Vive nas dependências do castelo, sem contato com o mundo exterior. [ Detalhes ]

Detalhe de personagem
Detalhe de personagem

Margô
Criada como dama de companhia e ajudante particular da princesa. Está sempre disposta a ajudar Nine, até nas “aulas de princesa”. [ Detalhes ]

Marthiele
a “duquesa-demônio” é filha do grande duque do reino, tem enorme antipatia pela princesa. [ Detalhes ]

Hector
(spoiler) [ Detalhes ]

A guarda
O trio que protege Marthiele. [ Detalhes ]

Lois
A “babá” de Nine. Tem uma personalidade forte, mas muita inexperiência no cargo que ocupa [ Detalhes ]

Rei Gabriel
Gabriel Boleversement Grisette é o rei de Nonameland, o reinado mais próspero de todo o continente. [ Detalhes ]

Pierre
Irmão de Margô, é o mais fiel empregado do castelo e primeiro conselheiro do rei. [ Detalhes ]

Leia aqui http://www.mushi-san.com/archives/007698.php

Palavra do Autor

Waleska fala um pouco sobre como surgiu Hime-Sama.

Bom, em 2006 eu cursava meu primeiro ano no ensino médio. Já desenhava a algum tempo e até havia criado uma história longa.Bem, o roteiro era horrível, e eu insisti nele um tempo até notar isso.Mas eu ainda queria desenhar comics.Foi aí que, treinando roupas um dia, eu resolvi arriscar vestidos, e cabelos, e personagens. Quando vi, em uma semana eu já tinha a base da história, personagens principais e secundários definidos e resolvi arriscar. Fiz várias sequências de quadrinhos dispersas antes de começar oficialmente a história, que inicialmente serviria apenas pra um treino em enquadramentos e  construção de página mesmo.Mas me apaixonei pelos personagens e ambiente que havia maquinado.Comecei a produzir, colocando todo meu esforço nisso, tentando criar algo que fosse não só agradavel pra quem já lê quadrinhos, mas pra qualquer um que  esbarrasse nela por aí.E acima de tudo uma história que eu gostaria de ler, que aliás é o motivo pelo qual me empenho tanto em dar uma boa continuidade a ela.E é isso, estamos aí, 4 aninhos de projetos, dois e meio de publicação (no Deviantart e no Mushi-comics), mais de 100 páginas publicadas e espero, 200 até o fim deste ano.

E um pouquinho sobre como é a produção da série.

Sou tradicional, por assim dizer. Como estou em ano de vestibular e cursinho,isso me dá pouquissimo tempo pra desenhar, tempo que eu acabo aproveitando e fazendo páginas a lapiseira e papel mesmo, mesmo contando com o recurso da tablet.Inicialmente eu apenas escaneava as páginas, e gradualmente fui adicionando sombras, efeitos e pasmem! até cores em algumas páginas de início de capítulo.A produção deu uma boa parada durante um tempo, com minha vida escolar exigindo mais .
Mas aí retomei, com a ajuda do Robson Maia, que era meu companheirinho de arte-finalização. Com a ajuda dele a qualidade das páginas melhorou muito, e velocidade da produção delas também.Ele partiu pra projetos pessoais e infelizmente não vai poder mais me ajudar, mas eu treinei muito neste meio tempo e creio que vou conseguir continuar a produção sozinha 🙂

No mais, minha grande alegria de fazer Hime-sama não é apenas a história, mas sim as pessoas adoráveis e dedicadas que me estimulam a continuá-la e melhorá-la, como o pessoal do DA, do Mushi-Comics e o próprio Mushi-san, que sempre foi paciencioso e educado comigo. A história, se continuar nesse ritmo, entrará em sua etapa final no fim do ano que vem, se não antes.Meu próximo projeto é passá-la para o inglês e publicá-la em algus sites de quadrinhos .com , globalizando, né gente.

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Materiais para Arte Final

Edit (04/01/2012): Leia o novo post sobre Materiais de desenho, arte-final e pintura!

Quando comecei a desenhar, com nove anos de idade e copiando as revistas informativas que traziam imagens dos Cavaleiros do Zodíaco e Zillion, eu usava papel vegetal (transparente) e copiava por cima dos desenhos com um lápis qualquer.

Logo depois abandonei o papel vegetal (acabou o estoque) e parti pra cópias “de olho”. O próximo passo foi desenhar sem copiar… só sabia fazer perfil no estilo Zillion.



Well, depois de um tempo comecei a entender melhor e perceber que as revistas não eram feitas a lápis e pronto. Então resolvi começar a desenhar usando caneta… bic! E como o bom autodidata que aprende fazendo besteira atrás de besteira (como eu queria ter tido oportunidade de fazer um curso) eu cheguei a desenhar algumas hqs, incluindo uma de 113 páginas, direto na caneta bic, sem nem sequer fazer um rascunho antes.

Assim foi até começar a perceber e entender como funcionava a arte final. Comprando algumas revistas resolvi procurar alguns materiais. E abaixo listo os materiais que testei durante os últimos 15 anos de trapalhadas e acertos nas produções independentes de hqs.

Caneta Nanquim Descartável
Caneta Nanquim Descartável

Caneta nanquim descartável

Minha primeira experiência (vou desconsiderar a bic, se me permite) foi a caneta nanquim descartável.

Na época era uma opção barata e muito boa para iniciantes. Utilizei-a por algum tempo, mas sempre tive um traço a lápis (pior ainda quando tinha uma lapiseira) muito forte que marcava a folha, então quando precisava apagar com a borracha as linhas do rascunho eu precisava fazer com força e acabava desbotando o traço da arte final.

Isso não foi grande problema na época, pois não distribuia e não mostrava minhas hqs pra quase ninguém. Era um artista solitário…

Essas canetas são muito práticas e podem ser encontradas com diversas espessuras de pontas. Muito bom para a variação no traço que uma boa arte final precisa ter.

Bico de pena e nanquim

Continuando a comprar revistas informativas que traziam fotos de desenhistas americanos e japoneses utilizando bico de pena e nanquim, parti para essa experiência.

Bico de Pena
Bico de Pena

Primeira constatação: “ô, coisinha que faz sujeira!“.

Segunda constatação: “Sim, o nanquim brasileiro é uma porcaria, assim como as revistas falavam…

Acabei tendo o mesmo problema de desbotar o traço após apagar o lápis por baixo com o nanquim, afinal o nanquim nacional era ruim demais e eu não tinha dinheiro para comprar material importado. Posso falar o mesmo dos bicos de pena.

Mas não desisti, passei desenhando (e destruindo páginas de hq inteiras com uma escorregadela no último quadrinho) com essas ferramentas por alguns anos.

Pode parecer complicado no começo, mas garanto que o resultado, depois de algum tempo de prática, ajuda muito na coordenação motora e na firmeza da mão do desenhista.

O controle de espessura e fluidez do traço são excepcionais se você se dedica ao treino.

Nesta mesma época utilizava pincéis para as partes de grande preenchimento do preto com o nanquim. Bico de pena e pincéis precisam de cuidado, pois a higienização de ambos é importante para manter a qualidade do traço.

Caneta Nanquim Recarregável
Caneta Nanquim Recarregável

Caneta nanquim recarregável

A próxima experiência, que aconteceu durante os anos em que utilizei o bico de pena, foi a utilização das canetas nanquim recarregáveis.

Essas eram bem mais caras que as descartáveis, porém duravam muito mais tempo.

O trabalho que dava para limpar era muito grande, bem maior do que o necessário para tratar com um bico de pena, que já não é tão simples.

Você precisa retirar os recipientes onde o nanquim é carregado na caneta e lavar por dentro, porque se não fizer direitinho uma crosta de nanquim seco se formará, atrapalhando o fluxo de tinta para a ponta da caneta.

Uma boa vantagem é que facilmente se encontrava variações da espessura da ponta, pois é um material muito utilizado na área de arquitetura. Eu comprei uma 0.1 e uma 0.3 na época, e me servia muito ter as duas opções.

Caneta Stabilo preta

Caneta Stabilo Point Fine 0.4
Caneta Stabilo Point Fine 0.4

Este tipo de caneta me acompanhou durante toda a minha experiência com arte final, nos intervalos de uso de todos os materiais acima listados era essa belezinha baratinha que supria minhas necessidades artísticas. O motivo disso é a facilidade e qualidade que encontrei nesse simples material.

A Stabilo Point Fine não é nanquim e não se encontra variações de espessura da ponta aqui no país, porém ela combinou com meu estilo de arte final, pois tem fácil controle de fluxo através da pressão e não desbotava nem com meu traço grosseiro por baixo!

Depois de experimentar os materiais acima eu acabei ficando com essa opção até os dias de hoje. Mas ainda sonho em ter a chance de voltar a trabalhar com o bico de pena, pois de todos foi a experiência que mais gostei.

Dica: Para traços mais finos guardo as canetas já gastas, pois liberam bem menos tinta e me permitem um traço mais preciso e sutil, ótimo para hachuras.

Arte Final Digital com tablet

Até hoje nunca experimentei a arte final digital, pois não tive oportunidade de comprar uma tablet. Mas ainda sou um fã da arte à moda antiga, gosto de ver o desenho pronto na minha mão, antes mesmo de scanear.

Lógico que adicionar detalhes e melhorias no computador é inevitável para mim. 😉

Quem sabe um dia eu experiemente essa forma digital de arte final e exponha minha experiência novamente aqui.

Conclusão

Muitas pessoas acham que existe uma fórmula para desenhar quadrinhos, mas eu tenho a opinião de que existem apenas opções e que todas devem ser experimentadas pelo artista para que este possa escolher a que mais lhe deixa confortável e combina com seu traço.

Sempre devemos manter os olhos abertos e observar ao nosso redor, assim não perdemos a chance de encontrar algo melhor, mas não o que alguem diz ser melhor, e sim o que é melhor para nós mesmos.

[Resenha] Zona

Basel na última página publicada até agora

Texto por Marcus Beckenkamp

Imagine alguém tão poderoso que todos os seres o temem. Este é Basel, personagem principal de Zona, webcomic de Alisson Borges publicada no Webcomix.

Personagem principal, sim, herói, nem um pouco. Basel é um personagem totalmente fora dos padrões de ética de um super-herói, é egocentrico, maníaco, assassino, etc. Este imortal matou todos os filhos que teve, com excessão de uma, simplesmente porque todos demonstraram ter herdado seus poderes e nada nem ninguém pode ser mais poderoso do que ele mesmo.

Nadia, a filha sobrevivente, nem sequer esbossou qualquer poder e isso foi o que a manteve viva. Ela parou de falar sem motivo algum aos cinco anos de idade e se mantém assim, por enquanto.

Apesar de todo este poder, Basel possui alguns lacres que limitam suas forças. Estes lacres mantém os velhos titãs presos na Zona Proibida. Porém existem pessoas interessadas em libertá-los e para isso precisam levar o imortal ao seu limite!

O que são os titãs, quem quer vê-los livres e como estes levarão Basel ao seu limite? Só lendo para descobrir.

Infelizmente a história congelou-se no ano de 2008 e ainda deixou boa parte destas perguntas no ar.

Com uma qualidade de traço impressionante, Zona me prendeu do início até a última página publicada e me deixou extremamente curioso para saber o que virá pela frente!

Leia aqui

Palavra do Autor

Uma página de Zona

Zona foi e ainda é uma grande experiência para mim. Foi uma grande felicidade ver que, mesmo sendo meu primeiro título publicado, tinha uma aceitação tão boa do público na internet.

Durante sua produção, acabei testando vários estilos e traços, o que tirou um pouco da identidade própria que o mesmo merecia. Então, quando eu retornar ao projeto provavelmente irei redesenhar tudo e trabalhar melhor a história, para não deixar nem fios soltos ou furos de roteiro. Sei que hoje já possuo certa maturidade no traço, o que pode contribuir e muito para dar à Zona a personalidade que precisava.

O problema atual para a volta de sua produção é realmente o meu trabalho: agenciado, desenhando quadrinhos para o exterior, colaborando em animações juntamente com o estúdio e lapidando mais um projeto pessoal para ser submetido em breve para alguma editora…

Não quero fazer algo corrido, mas também não quero produzir com grandes hiatos entre um capítulo e outro, isso é muito ruim.

Então, quando eu conseguir conciliar meus outros compromissos com uma certa frequência para trabalhar em Zona, certamente retornarei a sua produção.

Apenas gostaria de agradecer a todos que me apoiaram e que ainda esperam por mais loucuras de Basel & Companhia e, para aqueles que ainda vão ler, já fica o meu muito obrigado!

Atenciosamente,
Alisson Borges da Costa

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[Resenha] Quadrinhos Gonzo

Vida de estagiário de jornalismo
Vida de estagiário de jornalismo

Texto por K

A não obrigatoriedade do MTB poderia ser apenas o pavio desta bombástica e sarcástica webcomic, mas Quadrinhos Gonzo é uma metralhadora com munição infinita onde ninguém sai ileso: A assessora, o editor, o estagiário e o fotógrafo sempre têm algo a dizer nas tirinhas diárias, divididas por categorias, tal qual um verdadeiro jornal:

* AULA
* CELEBRIDADES
* COMUNICAÇÃO
* COTIDIANO
* CULTURA
* ESPORTES
* FOTO EM DESTAQUE
* MANCHETE
* POLÍTICA
* SAÚDE

Só um alerta: Quadrinhos Gonzo é cáustico, leia com moderação. =)

Escrito e desenhado por Jussara Nunes, esta série de tiras é atualizada diariamente no endereço

Palavra do Autor

Nos quatros anos em que eu troquei as parcelas de um possivel Astra Sedan por aulas noturnas de “como escrever textos o mais curto, fácil e rápido possível”, aprendi cinco coisas a respeito do jornalismo, nesta ordem:

1) Apure todos os Fatos
2) Preserve a Fonte
3) Seja Imparcial
4) Esqueça as anteriores
5) Arrume um jeito de ganhar dinheiro

Terminado o curso, fiz o pedido do meu MTB – que, alias, ainda não chegou. Mas hoje vejo que não vai fazer grande diferença mesmo. Um alívio, porque isso significa que posso desenhar tirinhas sobre jornalismo sem precisar do meu registro.

O Quadrinhos Gonzo é uma forma de divertir a mim mesmo sobre as presepadas que envolvem a minha (suposta) profissão. É aquela velha história: ria para não chorar.

A palavra “Gonzo” vem do “Jornalismo Gonzo”, uma estética midiática que consiste no uso da parcialidade, sensacionalismo e temas subversivos como forma de atrair o público – nada muito diferente do que se ve no jornalismo “comum” hoje em dia, com a exceção de que, pelo menos, o “Jornalismo Gonzo” é divertido e irônico.

Jussara Nunes

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Tailer #2 no NHQ

Estreiou hoje o capítulo dois de Tailer no NHQ! Pode ir lá conferir, já está disponível para download.

Há um diferencial nas publicações da série no site NHQ. Nele você pode encontrar os capítulos com capas coloridas. Elas foram especialmente pintadas para este site!

Capa especial para o NHQ

E ainda um segundo diferencial é que você faz o download da série e lê no CDisplay Comic Reader, um programa bem levinho (mesmo!) feito especialmente para leitura de quadrinhos no computador.

TOP10 – As HQs online mais baixadas

O primeiro capítulo de Tailer ficou cerca de três semanas em primeiro lugar na lista de hqs mais baixadas do NHQ.

Fiquei muito feliz com isso, afinal mostra que o pessoal estava realmente interessado em conhecer está minha história em quadrinhos.

Espero que o capítulo dois tenha uma boa aceitação também.

Atsui*Ne

Muito tempo atrás, eu e o meu amigo Marcos Gratão publicávamos nossas hqs online, coisa que não era tão comum como nos dias de hoje. Enquanto eu publicava Oni’s (ainda vou fazer um post sobre esta série) ele publicava o sucesso Atsui*Ne, um mangá online com muita ação e diversão!

Você pode conferir esta série nostalgica do Gratão sendo toda republicada no NHQ. Nesta semana estreiou o capítulo cinco, confira lá!

Ainda esta semana no NHQ…

Confira as próximas estreias da semana no site: VAL #1 9mm!