R.I.P Hebe e materiais alternativos para arte-final

Ontem a diva da televisão brasileira Hebe faleceu aos 83 anos. A partir da ideia da minha namorada, resolvi fazer uma ilustração para homenageá-la.

Porém, estando na casa da minha namorada, não tinha disponíveis os meus materiais de desenho de costume. Então a partir de mais uma dica da digníssima, resolvi utilizar o delineador de olhos da caixa de maquiagem dela para finalizar o desenho.

Foi no mínimo uma experiência interessante, mas muito parecido com utilizar um pincel e um nanquim de qualidade inferior.

Materiais de desenho, arte-final e pintura

Tenho notado que muita gente chega até o blog através de um velho post que fiz sobre os materiais para arte-final que experimentei durante os anos de tentativas e erros no meu pequeno mundinho de quadrinhos e ilustrações.

Como o ano passado foi um ano de extrema mudança na minha arte, resolvi atualizar um pouco este assunto aqui no blog. Vou escrever sobre os materiais de desenho, arte-final e pintura que utilizo atualmente para produzir minhas ilustrações.

Materiais para desenho base (sketch)

Sempre começo a ilustração com uma ideia rabiscada em um bloco de rascunhos ou uma folha A4 em uma prancheta de mão. Na maioria das vezes na frente da televisão assistindo à alguma série ou filme.

Nesta fase eu costumo usar minha idosa lapiseira pentel 0.9, um clássico que me acompanha a muitos anos. Ela tem um traçado ótimo e é macia o suficiente para deixar fluir as ideias psicodélicas do momento.

Papel

Quando a ideia do rascunho me agrada é momento de passar para o papel onde ela será consolidada. Eu costumo utilizar os tamanhos A4 e A5 para isso por dois motivos: o primeiro é porque são os dois que costumo ter por aqui, principalmente o A4. Este utilizei desde pequeno para desenhar e acostumei com o tamanho. O A5 eu adquiri a pouco tempo por ser o único com gramatura maior (180g/m2) que encontrei na época em que comecei a brincar com a técnica da aguada.

O legal é que já experimentei várias vezes o A3 (180g/m2) e sempre me sentia meio perdido em tanto espaço, até a última ilustração que fiz. Foi onde me senti mais a vontade com este formato.

Agora no início do ano eu adquiri muitos materiais novos, que incluem dois blocos de papel A4 para aquarela (300g/m2). Mas devido a algumas mudanças que terei que fazer, ainda nem tirei os novos materiais do pacote.

Lápis

Ultimamente comecei a utilizar lápis ao fazer o desenho no papel final. O motivo foi utilizar um grafite mais duro, que riscasse mais “leve” e deixasse menos marca após a arte-final com nanquim. Estou utilizando um 2H da Cretacolor.

O grafite mais macio é ótimo para sombreamentos, estudos e rascunhos, mas como eu tenho mania de riscar muito forte no papel, ele sempre deixava uma quantidade de marcas que não me agradava. Então eu acabava tendo que usar muita força na hora de apagar o lápis por baixo do nanquim com a borracha, por isso a mudança para o 2H.

Materiais para a arte-final

Já comentei diversas vezes que a parte que mais gosto no desenho é arte-finalizar com nanquim. Para mim é uma terapia.

No post sobre materiais de arte-final que fiz em 2009 eu conto um pouco sobre minha “história” com diversos tipos de canetas e outros materiais que experimentei. No final do post eu concluí que a caneta Stabilo Point Fine 0.4 foi a melhor, mais barata e simples opção.

Durante muitos anos ela supriu todas as minhas necessidades, principalmente na hora de desenhar quadrinhos. O fato de eu não ter dinheiro para outras opções também manteve ela como minha companheira por todo este tempo.

Em 2010 eu experimentei as canetas Pitt Artist Pen da Faber Castell e adorei. A ponta pincel (Brush ou “B”) traz uma experiência muito boa para o traço. Ela ajuda o artista a mudar facilmente a espessura das linhas, facilitando a representação de volume.

Mas agora tudo mudou, encontrei minha paixão para arte-final na influência de um dos meus ídolos dos quadrinhos, Fábio Moon. Graças à acompanhar o trabalho dele e de seu irmão Gabriel Bá resolvi experimentar o pincel e o nanquim.
Agora falando do material em si, eu utilizo um pince filete pelo de marta n°0 para quase tudo que se refere a linhas e traços no desenho, nos grandes preenchimentos uso pincéis um pouco mais vagabundos (a falta de dinheiro ainda não permite tanta variedade de pincel bom).Em 2011, o ano dos experimentos, eu comecei a utilizar bico-de-pena com nanquim, mas quando utilizei um pincel filete não consegui mais querer outra coisa. Até o bico-de-pena ficou mais de lado…

O nanquim que tenho usado é o Winsor & Newton preto. Tenho tido bons resultados com ele e é a melhor opção que encontro atualmente aqui na minha cidade.

Materiais para colorir

Quem acompanha meu blog sabe que sempre tive problemas para colorir. Nunca gostei de me envolver com cores e até preferia que outras pessoas colorissem as capas da minha já abandonada webcomic. Raramente eu tinha lápsos de vontade e utilizava o Photoshop para colorir.

Aguada de nanquim

Novamente com a influência de alguns artistas que conheci mais nos últimos dois anos fiquei com muita vontade de aprender a utilizar a aquarela para colorir. Mas é claro que não tinha como simplesmente gastar uma fortuna em material e me jogar de cara na tentativa e erro (de novo).

Foi então que acompanhando as tiras Quase Nada dos irmãos Bá & Moon eu conheci a técnica de aguada de nanquim. Era o mais próximo que eu chegaria de aquarela no momento. Comprei um godê e sai misturando meu nanquim preto em água para ver no que dava.

A experiência foi ótima, mas aprender sozinho sempre é mais difícil. Fiquei cheio de desenhos enrugados por falta de um papel decente e conhecimento da técnica correta.

Copic Markers

Adorei utilizar a aguada, mas ainda não eram cores, apenas tons de cinza. Eu queria algo mais… mas a aquarela ainda não estava ao meu alcance.

Foi então que no meu aniversário eu pedi para minha esposa (e acabei ganhando) um kit de marcadores originais da Copic. O kit era o Warm Gray com doze Copic Markers.

Dessa vez a influência veio do artista de comics Adam Hughes e um vídeo onde ele mostra como usa os marcadores para fazer seus sketches nas convenções de quadrinhos. Nele Hughes dizia que utilizava o tons Warm Gray e Cool Gray, mas é claro que eu não tinha como ganhar (e nem comprar) os dois, então escolhi o mais “colorido” dos dois. É mais um material que ainda estou na fase experimental, mas que já posso dizer que adorei.

No final das contas descobri que colorir digitalmente era o que não me empolgava de verdade. Pintar um desenho à mão e vê-lo pronto ali, artesanalmente, é uma sensação indescritível para mim.

Aquarela

Agora seria o momento onde eu falaria sobre aquarela. Finalmente CORES de verdade nas minhas ilustrações e não apenas variações dos tons de cinza… Pois é, mas como comentei antes, comprei tudo que precisava para começar a me aventurar com este novo material, mas as mudanças da vida ainda não me deixaram começar esta nova experiência.

Quem acompanha o blog verá como vou me sair nessa primeira experiência em breve.

Comentários, dúvidas ou sugestões?

Por ora é isso, use os comentários abaixo para deixar sua opinião sobre os materiais de desenho que costuma usar. Ou se tiver alguma dúvida ou sugestão eu adoraria “ouvir”.

Desenho de Robert Plant (Led Zeppelin)

Ilustração feita para presentear meu tio, que neste natal me deu um bloco A3 de folhas com 180g/m2, alguns lápis para desenho e uma caneta. Prometi que o primeiro desenho que faria usando este bloco seria para ele. Aí está!

É claro que ele é um fã de Led Zeppelin e foi a primeira coisa que intuí em desenhar quando pensei em algo para presenteá-lo. Me lembro de ouvir o álbum IV do Led em uma das férias de verão em que nos encontrávamos na casa de praia da minha avó. Acho que o CD nem era dele, mas certamente era o mais entendido do assunto e me explicou tudo sobre a banda.

Infelizmente não tenho um scanner para o tamanho A3 e não estava afim de arriscar amassar o desenho para digitalizá-lo, então tirei uma foto e fiz o que pude no Photoshop para deixá-lo o menos tosco possível para postar. Para meu tio eu ainda estou analizando se colocarei em moldura ou enviarei apenas a arte original…

Versão maior no DeviantArt

Making Of

Gravei enquanto artefinalizava este desenho para minha primeira tentativa de making of em video. Foi postado ontem aqui no blog. A ideia é começar a interagir mais com os visitantes do blog através de vídeos futuramente, se o feedback deste for positivo.

Materiais

– Folha A3 180g/m2
– Lápis Faber Castell 2B
– Pincel Condor 408 n°0
– Nanquim preto Winsor & Newton
– Copic Originals (kit Warm Gray)

Artefinalizando com nanquim e pincel

O ano que está finalizando hoje foi cheio de mudanças, principalmente na parte artística onde meu foco mudou muito. Abandonei o meu “mangá” Tailer e me voltei para encontrar um estilo e uma forma de desenhar que realmente tivesse a minha personalidade.

Nesta jornada, que apenas começou em 2011, eu aprendi muito mais sobre quadrinhos e desenho do que nunca e tive a chance de descobrir minhas ferramentas preferidas para o desenho.

Este vídeo me mostra em um dos momentos que mais gosto da criação de uma ilustração, a arte final com nanquim e pincel. O desenho em que estou trabalhando neste vídeo ainda não ficou pronto, ficará apenas ano que vem. 😛

Desejo a todos um feliz ano novo, lembrando que ele não se fará feliz sozinho, somos nós quem devemos nos esforçar para que a felicidade venha!

Retrato da Sohfes

Retrato da minha amiga @sohfes, feito baseado em uma das fotos que ela utilizou no seu perfil do twitter. Usei apenas canetas para finalizar este, diferente do que tenho feito ultimamente (pincel e nanquim), porque meu nanquim está quase no final e não sabia se daria para o desenho todo…

Versão maior no meu DeviantArt.

Momento autocrítica

Ainda estou com problemas com desenhos grandes. Já falei em algum post de um ano atrás que perco muito fácil a proporção por ter me acostumado a desenhar pequeno sempre… mas agora o problema que encontrei foi em manter o alinhamento dos elementos do rosto… preciso praticar mais!

Materiais

– Lapiseira Pentel 0.9
– Folha A4 90g/m2
– Caneta Pitt Pen “F”
– Caneta Ecco Pigment 0.3 (Faber Castell)

Garota da calçada

Logo depois do autorretrato do post anterior, resolvi fazer um desenho “pra valer” usando só o bico de pena para arte finalizar.

Nota-se que falta firmeza na mão, mas dê um desconto, afinal fazia mais de dez anos que eu não utilizava um bico de pena para arte finalizar um desenho inteiro. E quando eu usava, era aqueles de papelaria, bem fuleiro…

O que eu gostei nesse desenho foi que consegui trabalhar legal o cenário, coisa que eu sempre quis fazer, mas normalmente não consigo. A inexperiência com o bico de pena deu um ar mais amador ao desenho, mas eu gostei mesmo assim. Também gosto de desenhar cenas do cotidiano.

Este cenário é na verdade a calçada na frente do meu trabalho, porém não usei nenhuma referência para desenhá-lo, apenas a memória. Então devo ter inventado um monte de coisinhas…

Materiais:
– Papel A4 90/m2
– Bico de pena Leonardt 33
– Nanquim Winsor & Newton

Scott Pilgrim Fanart

Essa semana eu terminei de ler a série em quadrinhos Scott Pilgrim e gostei bastante. Para celebrar isso e continuar praticando mais com meu novo material de desenho, fiz esse fanart dos personagens principais da hq.

Pincéis, bico-de-pena, nanquim Winsor & Newton e água da torneira (=P) sobre papel A5 180g/m2. Continuo praticando, né?