Materiais para o ebook Como criar uma História em Quadrinhos

Depois de terminar de escrever todo o conteúdo do ebook Como criar uma História em Quadrinhos, chegou a hora de fazer as artes que vão ilustrar o livro.

A ideia do livro é demonstrar o processo de criação de HQs que eu uso nesses muitos anos que venho produzindo webcomics. Mais do que qualquer coisa, o importante é mostrar que é trabalhoso mas possível criar sua própria HQ mesmo sem muitos recursos.

Criei uma lista de emails para enviar o ebook quando ele estiver pronto. Para fazer parte da lista clique aqui!

Todos aqueles que entrarem na lista vão receber emails contanto novidades e falando sobre criação de quadrinhos em primeira mão. Quando pronto, o ebook vai ser enviado gratuitamente para todos que já estiverem escritos!

Até a próxima!

Como posicionar os balões nas páginas de quadrinhos

Tem vídeo novo no canal! Essa semana falo sobre balões nas páginas de quadrinhos, respondendo à pergunta feita em um comentário do vídeo da semana passada.

É muito legal ler as perguntas que o pessoal da comunidade está fazendo nos comentários dos meus vídeos. Fico muito feliz em poder responder sempre que posso a todos.

Achei que essa merecia uma resposta especial em vídeo. E taí o resultado disso!

Se você também tem perguntas, deixe nos comentários para que eu possa saber o que mais você quer saber sobre criar histórias em quadrinhos.

Até a próxima!

Criando uma História em Quadrinhos – Parte 3: O Roteiro

Voltando com a série Criando uma História em Quadrinhos com o passo três, o roteiro.

Muita gente estava pedindo nos comentários dos vídeos anteriores que eu desse continuidade à série Criando uma História em Quadrinhos. Por isso aqui está o terceiro vídeo.

O roteiro é uma parte muito importante da criação de uma HQ. Existem diversas formas de criá-lo. Neste vídeo eu mostro algumas das formas que eu já usei ou ainda uso para criar meus quadrinhos.

Lembrando que em breve vou lançar o ebook Como criar uma história em quadrinhos e vou distribuí-lo gratuitamente para os membros da minha lista de emails.

Se você quer receber o ebook, se inscreva clicando aqui.

Deixe nos comentários sua opinião sobre a série de vídeos e o que mais você quer ver nos vídeos.

Até a próxima.

Um livro sobre como criar uma história em quadrinhos

Desde que comecei meu canal no Youtube, em 2013, venho trazendo o máximo do que aprendi nos anos como desenhista indepentende de quadrinhos para quem tiver interesse em aprender a produzir uma.

Em 2015 eu comecei a escrever um ebook que tem como objetivo mostrar os passos que eu uso para criar minhas HQs. O título provisório dele é Como criar uma história em quadrinhos.

Por diversos motivos esse ebook e também meu canal no Youtube acabaram ficando em um hiato até esse ano.

Agora sinto que está no hora de voltar a transmitir o meu conhecimento autodidata adiante. Por isso estou revisando o ebook e pensando nos próximos vídeos do canal.

Estou escrevendo isso para avisar que também criei uma lista VIP para que aqueles que realmente estão interessados em aprender mais possam colocar seus emails gratuitamente e receber conteúdo exclusivo e também o ebook quando sair.

Para fazer parte da lista clique aqui!

Todos aqueles que entrarem na lista vão receber emails contanto novidades e falando sobre criação de quadrinhos em primeira mão. Quando pronto, o ebook vai ser enviado gratuitamente para todos que já estiverem escritos!

O apoio de todos os inscritos vai ser muito positivo para que eu tenha cada vez mais conteúdo para mostrar.

Aguardo você na lista!

Criando uma HQ

Escrito no meu DeviantArt

Eu sempre fui grande amante de histórias em quadrinhos. Durante muitos anos eu publiquei webcomics e consegui satisfazer a vontade incrível que tenho de contar histórias através da nona arte. Entretanto, nos últimos anos eu não tive mais pique para manter webcomics ou criar qualquer tipo de HQ. Ou era a falta de tempo ou a falta de vontade de enfrentar a maratona que é criar uma história em quadrinhos. Seja a desculpa que for, agora não vou mais usá-la. Acredito que o tempo de descansar já passou, estou entrando novamente no ciclo que é criar quadrinhos.

Comecei com uma pequena ideia descrita em tópicos num aplicativo de notas do meu celular e agora já tenho todo o argumento escrito e ele, como sempre, ultrapassou minhas espectativas de tamanho e se tornou algo gigante, uma história mais complexa do que as ideias iniciais.

Ela se passa em um mundo “inventado”, então estou ansioso para começar a criá-lo visualmente. Vou desenhar os personagens, as roupas, os veículos, as cidades, as pessoas que nele vivem. E tudo isso me dá um prazer enorme, a criação me excita. E a possibilidade de ver a história pronta, sendo lida pelo público, também me empolga cada vez mais.

Já comecei algumas histórias antes e não dei continuidade por falta de motivação. Por isso desta vez espero ter encontrado dentro de mim a motivação correta para levá-la até a publicação, seja ela qual for! E é claro que por quem acompanha meu trabalho terá o gostinho de ver essa HQ se formando com o tempo.

Eu li Necronauta

Danilo Beyruth ficou conhecido no ano passado por ganhar diversos prêmios com sua graphic novel Bando de Dois (que já fez parte da sessão Eu Li um tempo atrás). E agora nos traz um pouco mais de seu talento em Necronauta.

O traço de Danilo é muito interessante e, apesar de diversas influências visíveis, não deixa de ser muito pessoal. Gosto muito da diagramação que ele usa nas suas páginas, com quadros grandes e amplos que deixam a leitura mais dinâmica e menos presa a cada página.

O Necronauta é o personagem com o qual ele trabalhou em diversas histórias em quadrinhos independentes no passado e nesse lançamento da Zarabatana Books (mesma editora pela qual foi lançado Bando de Dois) constam as seis primeiras histórias deste personagem.

Ainda quando publicado independentemente, em 2007, Necronauta foi indicado ao Troféu HQMix. Só por isso já sabemos que as histórias tem qualidade.

O protagonista é um condutor de almas. Como ficamos sabendo na última das seis histórias deste volume, todo condutor de almas tem sua especialidade. A do Necronauta são as almas que ficaram presas por pendencias emocionais à sua vida material.

Beyruth abusa da criatividade para nos trazer histórias bem diferentes umas das outras, sabendo aproveitar bem o grande potencial que o tema de seu personagem traz. A morte sempre interessou aos vivos!

Comprei esta revista por ter gostado muito de Bando de Dois e não me arrependi da aquisição. Vale a pena conferir Necronauta!

Fanart: Gambit & Rogue

Gambit e Vampira

Fanart dos meus personagens preferidos dos X-Men dos anos 90. Tanto na versão animada clássica como nos quadrinhos nas revistas Fabulosos X-Men e X-Men da segunda metade da década de 90.

Essa arte foi feita sem referências dos personagens e suas roupas, foi tudinho de cabeça. Achei mais interessante pois não me prendi a nenhum estilo específico e pude dar minha própria visão da aparência dos dois.

Versão maior no meu DeviantArt

Materiais

– Folha A4 90g/m2
– Pincel Condor 408 n0
– Nanquim W&N Preto
– Lapiseira Pentel 0.9

Making Of

Gambit and Rogue - Arte Final

Gambit and Rogue - Sketch

Eu li Bando de Dois

Bando de Dois, de Danilo Beyruth, foi o grande sucesso nacional de 2010, ouvi falar muito dessa hq logo após seu lançamento, mas somente agora tive a oportunidade de comprá-la, já em sua segunda edição.

Esta edição já vem com os prêmios da hq estampados na parte de trás: Melhor HQ Nacional 2010 (UniversoHQ e Blog dos Quadrinhos), Melhor Lançamento 2010 (Prêmio Angelo Agostini) e Melhor HQ 2010 (Blog Gibizada e Site O Grito).

Ufa! Que foi aclamado pela crítica já sabemos, agora faltava lê-lo e ver o que eu, um simples mortal, achava da história.

Eu gostei muito de Bando de Dois, a arte de Danilo Beyruth é muito boa, toda feita com pincel e de uma fluência incrível. Gostei também da narrativa da história, dinâmica e com poucos quadros por página. As páginas duplas são um atrativo a parte, com Beyruth mostrando seu potencial como artista.

Sobre a história em si, Bando de Dois nos fala sobre um cangaceiro que sobrevive a uma emboscada contra seu bando e vaga pelo cerrado até encontrar outro sobrevivente. Juntos resolvem ir atrás da volante que decapitou seus companheiros e que irá exibir suas cabeças na capital. Cada por seu próprio motivo.

Gosto muito das histórias que envolvem a cultura nacional, mas neste caso, mesmo com todo o cenário e personagens do cangaço, não podemos deixar de lembrar a influência do Velho Oeste norte-americano comentado dentro da própria obra: “Bando de Dois é o bangue-bangue à brasileira“.

Para mim esse “detalhe” é uma vantagem desta hq e que muitos outros produtos nacionais deveriam seguir como exemplo, pois saber aproveitar um clichê para dar aquele gostinho para sua obra é essencial para a identificação dos leitores com todo o universo que a história apresenta. Ponto para Danilo Beyruth!

Eu recomendo Bando de Dois. Dificilmente você vai conseguir parar de ler assim que começar…

Eu li Mondo Urbano

Mondo Urbano é uma hq indie de Eduardo Medeiros, Rafael Albuquerque e Mateus Santolouco. Todos ótimos artistas e quadrinistas brasileiros! Essa obra prova isso mais do que qualquer outra.

A obra é formada pelos seguintes ingredientes: sexo, drogas e rock’n’roll! Além de arte e narrativa muito boas, é claro!

Ela conta a história de Van Hudson, um super rockstar que, dizem, vendeu a alma ao diabo para ser o maior e o melhor! Para contar sobre Hudson os autores usam diversas pequenas histórias com personagens diferentes, mas que se conectam em algum momento.

O interessante é que notamos que cada capítulo é desenhado por um dos três autores e alguns capítulos até dividem a arte de uma mesma página entre eles. Cada qual com seu estilo único.

Mondo Urbano é dividida em três arcos de capítulos: Powertrio, Overdose, Cabaret e Encore. Eles haviam sido lançados separadamente antes, e agora formam o volume um da hq.

Mergulhando nos diferentes estilos de HQs

De uns tempos pra cá, quem acompanha meu blog, está notando que venho estudando cada vez mais a arte dos quadrinhos. Quero encontrar meu jeito de fazer essa arte, algo nada fácil de achar.

Uma coisa é certa, é preciso abrir a cabeça para todos os tipos de quadrinhos existentes. Fechar-se em um único estilo é péssimo. Você fica preso aquilo e, acredito eu, até seu roteiro acaba caindo dentro da mesmisse dos seus autores favoritos.

Sempre utilizei o estilo mangá para desenhar todas as minhas webcomics, incluindo meu atual projeto Tailer, porém antes disso eu passei por outros estilos, mesmo ainda sendo muito imaturo pra entender que “copiar” um estilo não é necessariamente “criar”.

Tailer vai continuar em estilo mangá, não se assuste, mas com o tempo as pessoas vão começar a notar que existe mais do que apenas mangá dentro desta história. E é pra isso mesmo que serve esta hq, falando nisso, um grande laboratório para meus testes e estudos.

Até pouco tempo atrás era apenas um “mangá online” que eu gostava de fazer, mas com a minha abertura aos estudos das histórias em quadrinhos, eu resolvi dar esse sentido para minha série.

Brasileiros como Fabio Moon e Gabriel Bá, Rafael Albuquerque, Roger Cruz, Danilo Beyruth (ainda preciso comprar Bando de Dois, mas já li algo de Necronauta) e estrangeiros como Sean Murphy (Hellblazer), Adam Hughes, Hergé (Tintim), Dave Gibbons (Watchmen), entre outros tem sido novas influências na minha arte. Através deles eu abro meus sentidos para entender diferentes formas do que nos últimos anos eu apenas via em japoneses como Yoshihiro Togashi, Yoshiyuki Sadamoto, Tite Kubo (Bleach), Hiromu Arakawa (Full Metal Alchemist), Akira Toriyama, Clamp e também em brasileiras como Simone Beatriz do Studio Seasons e Érica Awano em Holy Avenger.

Outra grande nova influência para o meu jeito de fazer quadrinhos veio dos livros Desvendando Os Quadrinhos de Scott McLoud e Arte Sequencial de Will Eisner. Este último me provou que eu era um analfabeto quando se tratava do mestre dos quadrinhos ocidentais.

O que quero dizer com esse texto (que acabou ficando enorme) é que se você busca ser um quadrinista melhor deve mergulhar sem preconceito em todas as formas que essa incrível arte possui de se expressar. Pense nisso.

Dicas do dia:

  1. Leia o post Um retumbante tapa na cara do quadrinho nacional no blog Nanquim na Unha do Caracciolo. É um ótimo texto sobre a pobreza do mercado nacional de quadrinhos.
  2. Veja a Biblioteca de Quadrinhos de Sidney Gusman, o editor do Universo HQ. Aqui você pode encontrar um monte de ótimas hqs pra começar a velejar em todos os estilos possíveis da arte sequencial!
  3. Bem… esse final de semana tem página nova de Tailer, oka? #merchan