Curso de ilustração na Quanta

Depois de muitos anos desenhando (praticamente a vida toda) finalmente entrei para um curso de ilustração. Não é qualquer curso, é o curso da Quanta Academia de Artes. Está sendo uma experiência muito boa!

A ideia do curso é aprender duas técnicas de pintura, primeiro a aquarela (a técnica aguada) e depois o goache (a técnica seca). Depois de dominar o básico destas técnicas vamos começar a trabalhar com pautas, para produzir ilustrações de vários estilos.

Esta ilustração à direita foi o primeiro exercício que fiz no curso, ainda apenas com o lápis baseado em uma foto. A ideia era trabalhar apenas com massas e não com linhas definindo o desenho.

Estou muito feliz por ter essa oportunidade. Com apenas duas aulas já me aprendi muita coisa sobre materiais de pintura e o curso tem um ano letivo de duração, imagine o quanto mais poderei aprender!

Por falar na Quanta, meu professor (Anderson Nascimento) e outros da Quanta estão com uma exposição de aquarelas na FNAC da Paulista, para quem está em Sampa dar uma conferida! Eu ainda não fui, mas provavelmente visitarei este final de semana para babar um pouco.

Meu desenho colorido pelo Agnaldo Tavares

Tive uma surpresa um dia desses quando recebi um note no Deviantart de um artista que gostaria de divulgar seus testes de pintura nos quais ele utilizou um dos meus desenhos como base.

Fico muito feliz quando usam meus desenhos para este tipo de coisa. Mas é claro que fico mais feliz ainda com a ética dele de me pedir permissão para publicar as “alterações” na minha arte.

Segue o meu desenho em diferentes versões nas cores digitais do Agnaldo Tavares.

Versão maior no DA do Agnaldo

Primeiro trabalho com aquarela

Finalmente minha primeira experiência com aquarela. Foi muito divertido experimentar, mas também frustrante… não ter domínio do material e principalmente da mistura das cores fez com que eu perdesse horas de trabalho em uma primeira tentativa. Claro que valeu como experiência.

Resolvi não desistir e recomecei. Acabei por ficar satisfeito com o resultado deste e por isso estou postando por aqui. Ainda tenho muito caminho pela frente. E continuo procurando por aulas de aquarela pela cidade…

Este desenho foi uma encomenda de um amigo para dar de presente para sua mãe.

Versão maior no DeviantArt

Materiais

– Folha Canson A4 300 g/m2
– Lápis 2H Cretacolor e 6B Faber-Castell
– Nanquim preto Winsor & Newton
– Cotman WaterColours Winsor & Newton (Sketchers’ Pocket Box)
– Pincel que veio no item de cima e um Condor Filete Marta nº0
– Água da torneira…

Making Of

Materiais de desenho, arte-final e pintura

Tenho notado que muita gente chega até o blog através de um velho post que fiz sobre os materiais para arte-final que experimentei durante os anos de tentativas e erros no meu pequeno mundinho de quadrinhos e ilustrações.

Como o ano passado foi um ano de extrema mudança na minha arte, resolvi atualizar um pouco este assunto aqui no blog. Vou escrever sobre os materiais de desenho, arte-final e pintura que utilizo atualmente para produzir minhas ilustrações.

Materiais para desenho base (sketch)

Sempre começo a ilustração com uma ideia rabiscada em um bloco de rascunhos ou uma folha A4 em uma prancheta de mão. Na maioria das vezes na frente da televisão assistindo à alguma série ou filme.

Nesta fase eu costumo usar minha idosa lapiseira pentel 0.9, um clássico que me acompanha a muitos anos. Ela tem um traçado ótimo e é macia o suficiente para deixar fluir as ideias psicodélicas do momento.

Papel

Quando a ideia do rascunho me agrada é momento de passar para o papel onde ela será consolidada. Eu costumo utilizar os tamanhos A4 e A5 para isso por dois motivos: o primeiro é porque são os dois que costumo ter por aqui, principalmente o A4. Este utilizei desde pequeno para desenhar e acostumei com o tamanho. O A5 eu adquiri a pouco tempo por ser o único com gramatura maior (180g/m2) que encontrei na época em que comecei a brincar com a técnica da aguada.

O legal é que já experimentei várias vezes o A3 (180g/m2) e sempre me sentia meio perdido em tanto espaço, até a última ilustração que fiz. Foi onde me senti mais a vontade com este formato.

Agora no início do ano eu adquiri muitos materiais novos, que incluem dois blocos de papel A4 para aquarela (300g/m2). Mas devido a algumas mudanças que terei que fazer, ainda nem tirei os novos materiais do pacote.

Lápis

Ultimamente comecei a utilizar lápis ao fazer o desenho no papel final. O motivo foi utilizar um grafite mais duro, que riscasse mais “leve” e deixasse menos marca após a arte-final com nanquim. Estou utilizando um 2H da Cretacolor.

O grafite mais macio é ótimo para sombreamentos, estudos e rascunhos, mas como eu tenho mania de riscar muito forte no papel, ele sempre deixava uma quantidade de marcas que não me agradava. Então eu acabava tendo que usar muita força na hora de apagar o lápis por baixo do nanquim com a borracha, por isso a mudança para o 2H.

Materiais para a arte-final

Já comentei diversas vezes que a parte que mais gosto no desenho é arte-finalizar com nanquim. Para mim é uma terapia.

No post sobre materiais de arte-final que fiz em 2009 eu conto um pouco sobre minha “história” com diversos tipos de canetas e outros materiais que experimentei. No final do post eu concluí que a caneta Stabilo Point Fine 0.4 foi a melhor, mais barata e simples opção.

Durante muitos anos ela supriu todas as minhas necessidades, principalmente na hora de desenhar quadrinhos. O fato de eu não ter dinheiro para outras opções também manteve ela como minha companheira por todo este tempo.

Em 2010 eu experimentei as canetas Pitt Artist Pen da Faber Castell e adorei. A ponta pincel (Brush ou “B”) traz uma experiência muito boa para o traço. Ela ajuda o artista a mudar facilmente a espessura das linhas, facilitando a representação de volume.

Mas agora tudo mudou, encontrei minha paixão para arte-final na influência de um dos meus ídolos dos quadrinhos, Fábio Moon. Graças à acompanhar o trabalho dele e de seu irmão Gabriel Bá resolvi experimentar o pincel e o nanquim.
Agora falando do material em si, eu utilizo um pince filete pelo de marta n°0 para quase tudo que se refere a linhas e traços no desenho, nos grandes preenchimentos uso pincéis um pouco mais vagabundos (a falta de dinheiro ainda não permite tanta variedade de pincel bom).Em 2011, o ano dos experimentos, eu comecei a utilizar bico-de-pena com nanquim, mas quando utilizei um pincel filete não consegui mais querer outra coisa. Até o bico-de-pena ficou mais de lado…

O nanquim que tenho usado é o Winsor & Newton preto. Tenho tido bons resultados com ele e é a melhor opção que encontro atualmente aqui na minha cidade.

Materiais para colorir

Quem acompanha meu blog sabe que sempre tive problemas para colorir. Nunca gostei de me envolver com cores e até preferia que outras pessoas colorissem as capas da minha já abandonada webcomic. Raramente eu tinha lápsos de vontade e utilizava o Photoshop para colorir.

Aguada de nanquim

Novamente com a influência de alguns artistas que conheci mais nos últimos dois anos fiquei com muita vontade de aprender a utilizar a aquarela para colorir. Mas é claro que não tinha como simplesmente gastar uma fortuna em material e me jogar de cara na tentativa e erro (de novo).

Foi então que acompanhando as tiras Quase Nada dos irmãos Bá & Moon eu conheci a técnica de aguada de nanquim. Era o mais próximo que eu chegaria de aquarela no momento. Comprei um godê e sai misturando meu nanquim preto em água para ver no que dava.

A experiência foi ótima, mas aprender sozinho sempre é mais difícil. Fiquei cheio de desenhos enrugados por falta de um papel decente e conhecimento da técnica correta.

Copic Markers

Adorei utilizar a aguada, mas ainda não eram cores, apenas tons de cinza. Eu queria algo mais… mas a aquarela ainda não estava ao meu alcance.

Foi então que no meu aniversário eu pedi para minha esposa (e acabei ganhando) um kit de marcadores originais da Copic. O kit era o Warm Gray com doze Copic Markers.

Dessa vez a influência veio do artista de comics Adam Hughes e um vídeo onde ele mostra como usa os marcadores para fazer seus sketches nas convenções de quadrinhos. Nele Hughes dizia que utilizava o tons Warm Gray e Cool Gray, mas é claro que eu não tinha como ganhar (e nem comprar) os dois, então escolhi o mais “colorido” dos dois. É mais um material que ainda estou na fase experimental, mas que já posso dizer que adorei.

No final das contas descobri que colorir digitalmente era o que não me empolgava de verdade. Pintar um desenho à mão e vê-lo pronto ali, artesanalmente, é uma sensação indescritível para mim.

Aquarela

Agora seria o momento onde eu falaria sobre aquarela. Finalmente CORES de verdade nas minhas ilustrações e não apenas variações dos tons de cinza… Pois é, mas como comentei antes, comprei tudo que precisava para começar a me aventurar com este novo material, mas as mudanças da vida ainda não me deixaram começar esta nova experiência.

Quem acompanha o blog verá como vou me sair nessa primeira experiência em breve.

Comentários, dúvidas ou sugestões?

Por ora é isso, use os comentários abaixo para deixar sua opinião sobre os materiais de desenho que costuma usar. Ou se tiver alguma dúvida ou sugestão eu adoraria “ouvir”.

Marcadores Copic

Quem me conhece há algum tempo sabe que não sou um cara muito de cores. Adoro ilustrações coloridas, mas nunca tive um dom para trabalhar com elas, e por isso acabei me desenvolvendo mais na parte de arte-final em preto e branco.

Mas de uns tempos pra cá eu estou querendo ultrapassar alguns limites e quebrar alguns paradigmas pessoais. Foi por isso que comecei a praticar com a técnica da aguada e ainda estou louco para conseguir um curso de aquarela!

Então alguns dias atrás eu assisti um vídeo (veja abaixo) de Adam Hughes, um dos meus desenhistas preferidos, onde ele ensinava a trabalhar com os marcadores nas ilustrações. Foi então que acabei me dando de presente de aniversário um kit de marcadores Copic Original com os tons Warm Gray. São doze marcadores que vão de W0 a W10 e mais um “0” que é transparente.

Chegaram neste sábado, logo após o almoço. Foi então que resolvi testá-los e daí saíram estas três ilustrações do começo do post.

O que posso dizer sobre esta experiência é que é muito divertido utilizar os marcadores, fica superfácil trabalhar os tons e as vezes dá até a impressão de voltar à infância, quando coloríamos com canetinhas hidrocor. É uma delícia mesmo!

Bem, ainda preciso me acertar com o scanner para não perder os tons mais claros. Mas vou continuar praticando com estes novos materiais e tenho certeza de que eles vão somar muito à minha arte!

Versões maiores dos desenhos no meu DeviantArt: Ramona FlowersCasal Aleatório Feliz e Cris 

Materiais

– Papel A4 90g/m² (Ramona)
– Papel A5 180g/m²
– Lápis Austria 160 Cretacolor 2H
– Kit Warm Gray Copic Original

Vídeo de Adam Hughes

A morte do guerreiro

Estava eu assistindo um programa no History Channel sobre Alexandre o Grande contra os Indianos (Batalhas A.C) e acabei rascunhando um close de um guerreiro no momento de sua morte em batalha…

O que acabou acontecendo é que tirei uma foto da expressão para ter referências melhores e acabei desenhando um guerreiro beeeem parecido comigo mesmo. =P

Aproveitei para experimentar um jeito diferente de mexer com as cores nessa ilustração. Em breve posto a original em preto e branco.

Materiais:
– Papel A5 180g/m2
– Pincel filete nº 0 e nº 2
– Bico de pena Leonardt 300
– Nanquim Winsor & Newton preto
– Adobe Photoshop CS5

Versão maior no meu DeviantArt.

Parabéns, Mãe!

Hoje é o aniversário da minha querida Mãe. Esta ilustração de Jesus foi meu presente para ela. Desenhei e colori no sábado a noite e nesta segunda imprimi, emoldurei e embrulhei para presente. Não aguentei e dei no mesmo dia para ela… =P

A história desta ilutração vem de anos atrás. Quando eu era mais novo, costumava fazer ilustrações de Jesus sorrindo e presentear minha mãe. Lembrando disso, resolvi fazer uma versão atual daqueles velhos desenhos.

Parabéns, Mãe! Muitas felicidades e anos de vida! =)

PS: Quem quiser comprar essa ilustração, ela está disponível como Print no meu DeviantArt.

A volta do hotsite de Tailer!

tailer08promo08Acabei de terminar de colorir a página especial do capítulo oito da série Tailer. Com ela, reiniciei a publicação das páginas comentadas, que irá até o capítulo nove, onde as páginas inéditas iniciam-se.

Como comentei no post anterior, eu fiquei um tempo sem computador e, após me mudar de cidade, precisei desse tempo para me organizar. Portanto, a série parou de ser produzida e até as páginas comentadas acabaram ficando para trás, por falta de tempo e máquina para produzir as capas especiais coloridas.

Mas agora as coisas estão começando a ficar no lugar e devagar a série vai voltando.

A partir de hoje, as páginas do capítulo oito serão publicadas diariamente. Comente por lá para dar o feedback de cada uma delas!

As Aventuras de Tintim

Minha série animada favorita de todos os tempos. Assisti milhares de vezes na TV Cultura e anos depois no Cartoon Network… se um dia lançarem um box com a série completa, favor avisar!!

Ano passado descobri que a Cia Das Letras tem a série inteira em quadrinhos do Tintim! Ganhei de aniversário da minha irmã “Tintim no País do Ouro Negro” e de natal ela me deu o “As Aventuras de Tintim – O Lótus Azul“. Este último eu esqueci em Florianópolis no reveillon e somente agora pude buscar e ler!

Hergé é um ótimo ilustrador, desenha cenários maravilhosos e criou histórias muito boas ambientadas em diversos lugares do mundo! Segue meu fanart do Tintim versão mangá em homenagem a este grande artista belga.

Tintim Fanart Colorido

Na hora que fiz este desenho não esperava colorí-lo, mas acabei o fazendo assim que tirei a foto (não tenho scanner) e passei-a para o computador. Ainda tive que usar o touchpad do laptop para colorir, porque meu mouse estragou quando eu estava colorindo a capa especial de Tailer #6… =/