Estudando anatomia para desenho

Assistindo a um vídeo com uma aula do grande Kim Jung Gi (você conhece ele?) sobre anatomia eu me lembrei de uma técnica muito interessante para facilitar o desenho do corpo humano.

Representando as partes do corpo como figuras geométricas antes de realmente desenhar o corpo humano.

Nesse meu estudo eu resolvi utilizar fotos de pessoas fazendo alongamentos, assim eu poderia estudar posições mais difíceis.

Segue o vídeo da aula do Kim Jung Gi. Apesar dele falar em coreano as demonstrações no quadro branco já ensinam muito sobre o que estou falando neste post.

Qual sua maior dificuldade com desenho? Me fale nos comentários e vamos conversar.

Até a próxima.

Primeiro trabalho com aquarela

Finalmente minha primeira experiência com aquarela. Foi muito divertido experimentar, mas também frustrante… não ter domínio do material e principalmente da mistura das cores fez com que eu perdesse horas de trabalho em uma primeira tentativa. Claro que valeu como experiência.

Resolvi não desistir e recomecei. Acabei por ficar satisfeito com o resultado deste e por isso estou postando por aqui. Ainda tenho muito caminho pela frente. E continuo procurando por aulas de aquarela pela cidade…

Este desenho foi uma encomenda de um amigo para dar de presente para sua mãe.

Versão maior no DeviantArt

Materiais

– Folha Canson A4 300 g/m2
– Lápis 2H Cretacolor e 6B Faber-Castell
– Nanquim preto Winsor & Newton
– Cotman WaterColours Winsor & Newton (Sketchers’ Pocket Box)
– Pincel que veio no item de cima e um Condor Filete Marta nº0
– Água da torneira…

Making Of

Mergulhando nos diferentes estilos de HQs

De uns tempos pra cá, quem acompanha meu blog, está notando que venho estudando cada vez mais a arte dos quadrinhos. Quero encontrar meu jeito de fazer essa arte, algo nada fácil de achar.

Uma coisa é certa, é preciso abrir a cabeça para todos os tipos de quadrinhos existentes. Fechar-se em um único estilo é péssimo. Você fica preso aquilo e, acredito eu, até seu roteiro acaba caindo dentro da mesmisse dos seus autores favoritos.

Sempre utilizei o estilo mangá para desenhar todas as minhas webcomics, incluindo meu atual projeto Tailer, porém antes disso eu passei por outros estilos, mesmo ainda sendo muito imaturo pra entender que “copiar” um estilo não é necessariamente “criar”.

Tailer vai continuar em estilo mangá, não se assuste, mas com o tempo as pessoas vão começar a notar que existe mais do que apenas mangá dentro desta história. E é pra isso mesmo que serve esta hq, falando nisso, um grande laboratório para meus testes e estudos.

Até pouco tempo atrás era apenas um “mangá online” que eu gostava de fazer, mas com a minha abertura aos estudos das histórias em quadrinhos, eu resolvi dar esse sentido para minha série.

Brasileiros como Fabio Moon e Gabriel Bá, Rafael Albuquerque, Roger Cruz, Danilo Beyruth (ainda preciso comprar Bando de Dois, mas já li algo de Necronauta) e estrangeiros como Sean Murphy (Hellblazer), Adam Hughes, Hergé (Tintim), Dave Gibbons (Watchmen), entre outros tem sido novas influências na minha arte. Através deles eu abro meus sentidos para entender diferentes formas do que nos últimos anos eu apenas via em japoneses como Yoshihiro Togashi, Yoshiyuki Sadamoto, Tite Kubo (Bleach), Hiromu Arakawa (Full Metal Alchemist), Akira Toriyama, Clamp e também em brasileiras como Simone Beatriz do Studio Seasons e Érica Awano em Holy Avenger.

Outra grande nova influência para o meu jeito de fazer quadrinhos veio dos livros Desvendando Os Quadrinhos de Scott McLoud e Arte Sequencial de Will Eisner. Este último me provou que eu era um analfabeto quando se tratava do mestre dos quadrinhos ocidentais.

O que quero dizer com esse texto (que acabou ficando enorme) é que se você busca ser um quadrinista melhor deve mergulhar sem preconceito em todas as formas que essa incrível arte possui de se expressar. Pense nisso.

Dicas do dia:

  1. Leia o post Um retumbante tapa na cara do quadrinho nacional no blog Nanquim na Unha do Caracciolo. É um ótimo texto sobre a pobreza do mercado nacional de quadrinhos.
  2. Veja a Biblioteca de Quadrinhos de Sidney Gusman, o editor do Universo HQ. Aqui você pode encontrar um monte de ótimas hqs pra começar a velejar em todos os estilos possíveis da arte sequencial!
  3. Bem… esse final de semana tem página nova de Tailer, oka? #merchan

 

Eu li Desvendando os Quadrinhos

Desvendando os Quadrinhos de Scott McCloudOntem terminei de ler o incrível livro Desvendando os Quadrinhos de Scott McCloud. Ele fala sobre quadrinhos utilizando os próprios quadrinhos como meio. Leitura obrigatória para qualquer quadrinista!

McCloud passa por todos os assuntos pertinentes à criação e história das hqs na humanidade. Explica sobre a diagramação, os quadros, os balões, a narrativa, etc. Fala também sobre as diferenças da linguagem HQ no ocidente e no oriente. E até as diferenças entre os EUA e a Europa.

O legal é que por ser uma HQ falando de HQ não fica chato e nem sequer complicado de entender o que ele tem pra dizer, mesmo que muitas vezes ele aborde assuntos muito mais profundos do que imaginei que as HQs poderiam ser.

Eu recomendo fortemente que pessoas que curtem quadrinhos e/ou que um dia gostariam de desenhar HQs que leiam esta documentação sobre o maravilhoso universo das histórias em quadrinhos.

Para mim, que estava procurando me aprofundar e compreender mais as formas de se produzir uma HQ, foi a leitura perfeita! O livro respondeu mais do que eu perguntava quando comecei a ler e criou mais perguntas ainda sobre o imenso estudo dos quadrinhos.

Esta publicação foi lançada em 1992 e eu já conhecia porque costumava acompanhar Desvendando os Quadrinhos na Wizard Brasil da década de noventa. Porém só agora tive a chance de encontrá-la em uma livraria e lê-la na íntegra!

Rabiscando no trabalho

Estou estudando um estilo diferente de desenho e principalmente usando diferentes tipos de espessuras nos traços, pois to atrás das canetas PITT da Faber-Castell para utilizar na arte final e elas tem três tipos de pontas (fina, média e pincel) e são muito boas para dar efeitos interessantes no traço. Ainda não consegui comprá-las.

Neste caso eu usei o lápis para simular as diferentes espessuras de pontas nos cabelos e rosto. Fiz este rabisco na parte de trás de um bloquinho de notas que tinha aqui na minha mesa do trabalho e foi baseado nessa foto do DeviantArt.

Rabiscando

Peguei um momento da manhã de hoje para sentar ao sol e rabsicar algumas coisas…

Tenho me estressado com a falta de dinâmica da minha arte nas páginas de quadrinhos. Expressões e posições diferenciadas dos personagens ajudam a melhorar esse problema, então resolvi dar uma treinada em diferentes posições.

Sempre fui direto nos desenhos, nunca tive aulas e por isso não costumava fazer aquele “esqueleto” de modelo antes de desenhar o personagem. Porém percebi que isso facilita demais (dãã… demorou, né ow) na composição de diferentes posições… aí brinquei um pouco com isso.