O espírito índio

Edit: Esta ilustração foi “recauchutada” a pedido do cliente, mas ainda não consegui digitalizar por ser num tamanho maior. Em breve posto a versão atualizada.

Ontem finalizei esta ilustração para dar de presente para o espaço terapêutico-holístico de uma amiga minha. Foi arte-finalizado com nanquim preto e pincel e colorido com aquarela.

Já foi adicionado ao meu portfólio online e à minha fanpage no Facebook!

Curso de ilustração na Quanta

Depois de muitos anos desenhando (praticamente a vida toda) finalmente entrei para um curso de ilustração. Não é qualquer curso, é o curso da Quanta Academia de Artes. Está sendo uma experiência muito boa!

A ideia do curso é aprender duas técnicas de pintura, primeiro a aquarela (a técnica aguada) e depois o goache (a técnica seca). Depois de dominar o básico destas técnicas vamos começar a trabalhar com pautas, para produzir ilustrações de vários estilos.

Esta ilustração à direita foi o primeiro exercício que fiz no curso, ainda apenas com o lápis baseado em uma foto. A ideia era trabalhar apenas com massas e não com linhas definindo o desenho.

Estou muito feliz por ter essa oportunidade. Com apenas duas aulas já me aprendi muita coisa sobre materiais de pintura e o curso tem um ano letivo de duração, imagine o quanto mais poderei aprender!

Por falar na Quanta, meu professor (Anderson Nascimento) e outros da Quanta estão com uma exposição de aquarelas na FNAC da Paulista, para quem está em Sampa dar uma conferida! Eu ainda não fui, mas provavelmente visitarei este final de semana para babar um pouco.

Primeiro trabalho com aquarela

Finalmente minha primeira experiência com aquarela. Foi muito divertido experimentar, mas também frustrante… não ter domínio do material e principalmente da mistura das cores fez com que eu perdesse horas de trabalho em uma primeira tentativa. Claro que valeu como experiência.

Resolvi não desistir e recomecei. Acabei por ficar satisfeito com o resultado deste e por isso estou postando por aqui. Ainda tenho muito caminho pela frente. E continuo procurando por aulas de aquarela pela cidade…

Este desenho foi uma encomenda de um amigo para dar de presente para sua mãe.

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Materiais

– Folha Canson A4 300 g/m2
– Lápis 2H Cretacolor e 6B Faber-Castell
– Nanquim preto Winsor & Newton
– Cotman WaterColours Winsor & Newton (Sketchers’ Pocket Box)
– Pincel que veio no item de cima e um Condor Filete Marta nº0
– Água da torneira…

Making Of

Materiais de desenho, arte-final e pintura

Tenho notado que muita gente chega até o blog através de um velho post que fiz sobre os materiais para arte-final que experimentei durante os anos de tentativas e erros no meu pequeno mundinho de quadrinhos e ilustrações.

Como o ano passado foi um ano de extrema mudança na minha arte, resolvi atualizar um pouco este assunto aqui no blog. Vou escrever sobre os materiais de desenho, arte-final e pintura que utilizo atualmente para produzir minhas ilustrações.

Materiais para desenho base (sketch)

Sempre começo a ilustração com uma ideia rabiscada em um bloco de rascunhos ou uma folha A4 em uma prancheta de mão. Na maioria das vezes na frente da televisão assistindo à alguma série ou filme.

Nesta fase eu costumo usar minha idosa lapiseira pentel 0.9, um clássico que me acompanha a muitos anos. Ela tem um traçado ótimo e é macia o suficiente para deixar fluir as ideias psicodélicas do momento.

Papel

Quando a ideia do rascunho me agrada é momento de passar para o papel onde ela será consolidada. Eu costumo utilizar os tamanhos A4 e A5 para isso por dois motivos: o primeiro é porque são os dois que costumo ter por aqui, principalmente o A4. Este utilizei desde pequeno para desenhar e acostumei com o tamanho. O A5 eu adquiri a pouco tempo por ser o único com gramatura maior (180g/m2) que encontrei na época em que comecei a brincar com a técnica da aguada.

O legal é que já experimentei várias vezes o A3 (180g/m2) e sempre me sentia meio perdido em tanto espaço, até a última ilustração que fiz. Foi onde me senti mais a vontade com este formato.

Agora no início do ano eu adquiri muitos materiais novos, que incluem dois blocos de papel A4 para aquarela (300g/m2). Mas devido a algumas mudanças que terei que fazer, ainda nem tirei os novos materiais do pacote.

Lápis

Ultimamente comecei a utilizar lápis ao fazer o desenho no papel final. O motivo foi utilizar um grafite mais duro, que riscasse mais “leve” e deixasse menos marca após a arte-final com nanquim. Estou utilizando um 2H da Cretacolor.

O grafite mais macio é ótimo para sombreamentos, estudos e rascunhos, mas como eu tenho mania de riscar muito forte no papel, ele sempre deixava uma quantidade de marcas que não me agradava. Então eu acabava tendo que usar muita força na hora de apagar o lápis por baixo do nanquim com a borracha, por isso a mudança para o 2H.

Materiais para a arte-final

Já comentei diversas vezes que a parte que mais gosto no desenho é arte-finalizar com nanquim. Para mim é uma terapia.

No post sobre materiais de arte-final que fiz em 2009 eu conto um pouco sobre minha “história” com diversos tipos de canetas e outros materiais que experimentei. No final do post eu concluí que a caneta Stabilo Point Fine 0.4 foi a melhor, mais barata e simples opção.

Durante muitos anos ela supriu todas as minhas necessidades, principalmente na hora de desenhar quadrinhos. O fato de eu não ter dinheiro para outras opções também manteve ela como minha companheira por todo este tempo.

Em 2010 eu experimentei as canetas Pitt Artist Pen da Faber Castell e adorei. A ponta pincel (Brush ou “B”) traz uma experiência muito boa para o traço. Ela ajuda o artista a mudar facilmente a espessura das linhas, facilitando a representação de volume.

Mas agora tudo mudou, encontrei minha paixão para arte-final na influência de um dos meus ídolos dos quadrinhos, Fábio Moon. Graças à acompanhar o trabalho dele e de seu irmão Gabriel Bá resolvi experimentar o pincel e o nanquim.
Agora falando do material em si, eu utilizo um pince filete pelo de marta n°0 para quase tudo que se refere a linhas e traços no desenho, nos grandes preenchimentos uso pincéis um pouco mais vagabundos (a falta de dinheiro ainda não permite tanta variedade de pincel bom).Em 2011, o ano dos experimentos, eu comecei a utilizar bico-de-pena com nanquim, mas quando utilizei um pincel filete não consegui mais querer outra coisa. Até o bico-de-pena ficou mais de lado…

O nanquim que tenho usado é o Winsor & Newton preto. Tenho tido bons resultados com ele e é a melhor opção que encontro atualmente aqui na minha cidade.

Materiais para colorir

Quem acompanha meu blog sabe que sempre tive problemas para colorir. Nunca gostei de me envolver com cores e até preferia que outras pessoas colorissem as capas da minha já abandonada webcomic. Raramente eu tinha lápsos de vontade e utilizava o Photoshop para colorir.

Aguada de nanquim

Novamente com a influência de alguns artistas que conheci mais nos últimos dois anos fiquei com muita vontade de aprender a utilizar a aquarela para colorir. Mas é claro que não tinha como simplesmente gastar uma fortuna em material e me jogar de cara na tentativa e erro (de novo).

Foi então que acompanhando as tiras Quase Nada dos irmãos Bá & Moon eu conheci a técnica de aguada de nanquim. Era o mais próximo que eu chegaria de aquarela no momento. Comprei um godê e sai misturando meu nanquim preto em água para ver no que dava.

A experiência foi ótima, mas aprender sozinho sempre é mais difícil. Fiquei cheio de desenhos enrugados por falta de um papel decente e conhecimento da técnica correta.

Copic Markers

Adorei utilizar a aguada, mas ainda não eram cores, apenas tons de cinza. Eu queria algo mais… mas a aquarela ainda não estava ao meu alcance.

Foi então que no meu aniversário eu pedi para minha esposa (e acabei ganhando) um kit de marcadores originais da Copic. O kit era o Warm Gray com doze Copic Markers.

Dessa vez a influência veio do artista de comics Adam Hughes e um vídeo onde ele mostra como usa os marcadores para fazer seus sketches nas convenções de quadrinhos. Nele Hughes dizia que utilizava o tons Warm Gray e Cool Gray, mas é claro que eu não tinha como ganhar (e nem comprar) os dois, então escolhi o mais “colorido” dos dois. É mais um material que ainda estou na fase experimental, mas que já posso dizer que adorei.

No final das contas descobri que colorir digitalmente era o que não me empolgava de verdade. Pintar um desenho à mão e vê-lo pronto ali, artesanalmente, é uma sensação indescritível para mim.

Aquarela

Agora seria o momento onde eu falaria sobre aquarela. Finalmente CORES de verdade nas minhas ilustrações e não apenas variações dos tons de cinza… Pois é, mas como comentei antes, comprei tudo que precisava para começar a me aventurar com este novo material, mas as mudanças da vida ainda não me deixaram começar esta nova experiência.

Quem acompanha o blog verá como vou me sair nessa primeira experiência em breve.

Comentários, dúvidas ou sugestões?

Por ora é isso, use os comentários abaixo para deixar sua opinião sobre os materiais de desenho que costuma usar. Ou se tiver alguma dúvida ou sugestão eu adoraria “ouvir”.

Desenho de Robert Plant (Led Zeppelin)

Ilustração feita para presentear meu tio, que neste natal me deu um bloco A3 de folhas com 180g/m2, alguns lápis para desenho e uma caneta. Prometi que o primeiro desenho que faria usando este bloco seria para ele. Aí está!

É claro que ele é um fã de Led Zeppelin e foi a primeira coisa que intuí em desenhar quando pensei em algo para presenteá-lo. Me lembro de ouvir o álbum IV do Led em uma das férias de verão em que nos encontrávamos na casa de praia da minha avó. Acho que o CD nem era dele, mas certamente era o mais entendido do assunto e me explicou tudo sobre a banda.

Infelizmente não tenho um scanner para o tamanho A3 e não estava afim de arriscar amassar o desenho para digitalizá-lo, então tirei uma foto e fiz o que pude no Photoshop para deixá-lo o menos tosco possível para postar. Para meu tio eu ainda estou analizando se colocarei em moldura ou enviarei apenas a arte original…

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Making Of

Gravei enquanto artefinalizava este desenho para minha primeira tentativa de making of em video. Foi postado ontem aqui no blog. A ideia é começar a interagir mais com os visitantes do blog através de vídeos futuramente, se o feedback deste for positivo.

Materiais

– Folha A3 180g/m2
– Lápis Faber Castell 2B
– Pincel Condor 408 n°0
– Nanquim preto Winsor & Newton
– Copic Originals (kit Warm Gray)

Demonstração de processo de pintura digital

Olá.

Estou aqui para mostrar o processo de pintura que costumo utilizar quando resolvo pintar alguma coisa. Como são casos raros, eu não posso me considerar um tutor para esse tipo de coisa, então chamemos apenas de demonstração de processo utilizado e não de tutorial, ok?

Edição: Adicionei, a pedidos, os screenshots das ferramentas e ações que utilizei nesta colorização.

Primeiro passo

Após scanear o desenho em 150 dpi e abrir no Photoshop, duplique a camada (ou layer) e deixe o Plano de Fundo (ou background) todo branco. Eu aconselho que se utilize a ferramenta (Imagem/Ajuste) Brilho e Contraste do Photoshop. Movendo o ponteiro do contraste para a esquerda percebe-se que o lineart vai ficando mais escuro. Eu particularmente acho mais interessante assim.

Duplicar a camada
Duplicar a camada
Brilho e contraste
Brilho e contraste
Controlando o contraste
Controlando o contraste
Linhas mais escuras com o controle de contraste
Linhas mais escuras com o controle de contraste

Segundo Passo

Depois disso, coloco a camada com o desenho como multiplicação (ou multiply) nas opções, o que faz com que ela seja transparente, e crio outro layer embaixo dela, logo acima do Plano de Fundo.

Neste layer começamos a colorir a imagem. Eu utilizo a ferramenta Laço Poligonal (apertando o L você vai direto pra ela) para selecionar por cima das linhas do desenho e definir cores base para as áreas desejadas.

Deixando a camada transparente
Deixando a camada transparente
Criando uma nova camada
Criando uma nova camada
Ferramenta Laço Poligonal
Ferramenta Laço Poligonal
Definido as cores base com ajuda do Laço Poligonal
Definido as cores base com ajuda do Laço Poligonal

Terceiro Passo

Criamos uma camada acima da base e abaixo do desenho para as sombras.

Agora começa a parte mais complicada. Cada um escolhe a melhor maneira de fazer as luzes e sombras em seu desenho.

No meu caso, eu seleciono a área inteira e uso o mouse com a ferramenta Pincel (ou Airbrush) para ir fazendo as sombras, como se estivesse utilizando um pincel numa folha. Depois vou usando a borracha para tirar os excessos e melhorar as formas.

Também pode-se usar a ferramenta do Laço Poligonal para selecionar as áreas de sombra e adicionar as cores mais fortes nelas.

Ferramenta Pincel
Ferramenta Pincel
Sombras adicionadas com a ferramenta Pincel e ajustadas com a Borracha.
Sombras adicionadas com a ferramenta Pincel e ajustadas com a Borracha.

Quarto passo

Agora, seguimos a mesma ideia do terceiro passo para adicionar as luzes. Criamos uma camada diretamente a cima da camada de sombras e seguimos inserindo as luzes.

Seguindo a mesma técnica do terceiro passo inserimos as luzes na pintura
Seguindo a mesma técnica do terceiro passo inserimos as luzes na pintura

Quinto passo

Agora adicionamos um fundo e os detalhes finais que queremos dar (como no caso da arraia voadora no fundo deste) e voíla! Ainda dei um toque utilizando o filtro artístico Pincel a Seco nas luzes e sombras, para parecer mais naturais.

Filtro para um toque final
Filtro para um toque final
Aí está! Finalizado.
Aí está! Finalizado.

Concluindo

O que posso dizer depois de anos lendo tutoriais na internet e testando tudo que podia para tentar colorir no computador (quem me dera fazer um curso com o Rod Reis um dia), cheguei a conclusão de que nada melhor do que experimentar e continuar experimentando.

Espero que tenham gostado do mini-tut… er, quer dizer, da Demonstração de processo de pintura digital!