Iniciando um desenho – o Lápis

Mais um vídeo da série WIP (Work In Progress). Depois de fazer um demonstrando a arte-final com nanquim e pincel, desta vez fiz um vídeo da primeira etapa do desenho: o lápis.

O desenho finalizado

Ainda estou sem acesso a um scanner então a qualidade do desenho finalizado mostrado aqui é pobre, pois é uma foto tirada com celular. O desenho original foi feito em um papel de tamanho superior à A4, o que complica ainda mais arranjar um jeito de digitalizá-lo. Mas o importante é que está aí.

Fanart de Avatar

Mais um sketch feito com os materiais que tenho em mãos por enquanto. Canetas PITT (Faber Castell) e um caderno de sketchs.

Fanart de Avatar – A Lenda de Aang que voltei a assistir, agora pelo Netflix. É uma pena que só tenha a versão dublada… a voz do Aang é um pouco chata e os sons de combates e batalhas estão muito baixos, quase inaudíveis. De qualquer forma esta série sempre vale a pena ser assistida pelos belos movimentos de artes marciais e um roteiro cativante.

De volta à terra da garoa

Pela oitava vez na vida eu mudei de cidade. E pela segunda vez para São Paulo. Já estou me acostumando com as fases de transição que uma mudança de cidade demanda. Mais uma vez estou sem meus materiais de desenho e tenho que me virar com algumas canetas Pitt (Faber Castell) e um caderno de rascunhos que comprei por aqui.

No feriado de carnaval devo voltar à minha antiga cidade e trazer meus materiais de desenho para cá. Aí voltarei a atualizar o blog com desenhos de verdade e não apenas rascunhos.

Materiais de desenho, arte-final e pintura

Tenho notado que muita gente chega até o blog através de um velho post que fiz sobre os materiais para arte-final que experimentei durante os anos de tentativas e erros no meu pequeno mundinho de quadrinhos e ilustrações.

Como o ano passado foi um ano de extrema mudança na minha arte, resolvi atualizar um pouco este assunto aqui no blog. Vou escrever sobre os materiais de desenho, arte-final e pintura que utilizo atualmente para produzir minhas ilustrações.

Materiais para desenho base (sketch)

Sempre começo a ilustração com uma ideia rabiscada em um bloco de rascunhos ou uma folha A4 em uma prancheta de mão. Na maioria das vezes na frente da televisão assistindo à alguma série ou filme.

Nesta fase eu costumo usar minha idosa lapiseira pentel 0.9, um clássico que me acompanha a muitos anos. Ela tem um traçado ótimo e é macia o suficiente para deixar fluir as ideias psicodélicas do momento.

Papel

Quando a ideia do rascunho me agrada é momento de passar para o papel onde ela será consolidada. Eu costumo utilizar os tamanhos A4 e A5 para isso por dois motivos: o primeiro é porque são os dois que costumo ter por aqui, principalmente o A4. Este utilizei desde pequeno para desenhar e acostumei com o tamanho. O A5 eu adquiri a pouco tempo por ser o único com gramatura maior (180g/m2) que encontrei na época em que comecei a brincar com a técnica da aguada.

O legal é que já experimentei várias vezes o A3 (180g/m2) e sempre me sentia meio perdido em tanto espaço, até a última ilustração que fiz. Foi onde me senti mais a vontade com este formato.

Agora no início do ano eu adquiri muitos materiais novos, que incluem dois blocos de papel A4 para aquarela (300g/m2). Mas devido a algumas mudanças que terei que fazer, ainda nem tirei os novos materiais do pacote.

Lápis

Ultimamente comecei a utilizar lápis ao fazer o desenho no papel final. O motivo foi utilizar um grafite mais duro, que riscasse mais “leve” e deixasse menos marca após a arte-final com nanquim. Estou utilizando um 2H da Cretacolor.

O grafite mais macio é ótimo para sombreamentos, estudos e rascunhos, mas como eu tenho mania de riscar muito forte no papel, ele sempre deixava uma quantidade de marcas que não me agradava. Então eu acabava tendo que usar muita força na hora de apagar o lápis por baixo do nanquim com a borracha, por isso a mudança para o 2H.

Materiais para a arte-final

Já comentei diversas vezes que a parte que mais gosto no desenho é arte-finalizar com nanquim. Para mim é uma terapia.

No post sobre materiais de arte-final que fiz em 2009 eu conto um pouco sobre minha “história” com diversos tipos de canetas e outros materiais que experimentei. No final do post eu concluí que a caneta Stabilo Point Fine 0.4 foi a melhor, mais barata e simples opção.

Durante muitos anos ela supriu todas as minhas necessidades, principalmente na hora de desenhar quadrinhos. O fato de eu não ter dinheiro para outras opções também manteve ela como minha companheira por todo este tempo.

Em 2010 eu experimentei as canetas Pitt Artist Pen da Faber Castell e adorei. A ponta pincel (Brush ou “B”) traz uma experiência muito boa para o traço. Ela ajuda o artista a mudar facilmente a espessura das linhas, facilitando a representação de volume.

Mas agora tudo mudou, encontrei minha paixão para arte-final na influência de um dos meus ídolos dos quadrinhos, Fábio Moon. Graças à acompanhar o trabalho dele e de seu irmão Gabriel Bá resolvi experimentar o pincel e o nanquim.
Agora falando do material em si, eu utilizo um pince filete pelo de marta n°0 para quase tudo que se refere a linhas e traços no desenho, nos grandes preenchimentos uso pincéis um pouco mais vagabundos (a falta de dinheiro ainda não permite tanta variedade de pincel bom).Em 2011, o ano dos experimentos, eu comecei a utilizar bico-de-pena com nanquim, mas quando utilizei um pincel filete não consegui mais querer outra coisa. Até o bico-de-pena ficou mais de lado…

O nanquim que tenho usado é o Winsor & Newton preto. Tenho tido bons resultados com ele e é a melhor opção que encontro atualmente aqui na minha cidade.

Materiais para colorir

Quem acompanha meu blog sabe que sempre tive problemas para colorir. Nunca gostei de me envolver com cores e até preferia que outras pessoas colorissem as capas da minha já abandonada webcomic. Raramente eu tinha lápsos de vontade e utilizava o Photoshop para colorir.

Aguada de nanquim

Novamente com a influência de alguns artistas que conheci mais nos últimos dois anos fiquei com muita vontade de aprender a utilizar a aquarela para colorir. Mas é claro que não tinha como simplesmente gastar uma fortuna em material e me jogar de cara na tentativa e erro (de novo).

Foi então que acompanhando as tiras Quase Nada dos irmãos Bá & Moon eu conheci a técnica de aguada de nanquim. Era o mais próximo que eu chegaria de aquarela no momento. Comprei um godê e sai misturando meu nanquim preto em água para ver no que dava.

A experiência foi ótima, mas aprender sozinho sempre é mais difícil. Fiquei cheio de desenhos enrugados por falta de um papel decente e conhecimento da técnica correta.

Copic Markers

Adorei utilizar a aguada, mas ainda não eram cores, apenas tons de cinza. Eu queria algo mais… mas a aquarela ainda não estava ao meu alcance.

Foi então que no meu aniversário eu pedi para minha esposa (e acabei ganhando) um kit de marcadores originais da Copic. O kit era o Warm Gray com doze Copic Markers.

Dessa vez a influência veio do artista de comics Adam Hughes e um vídeo onde ele mostra como usa os marcadores para fazer seus sketches nas convenções de quadrinhos. Nele Hughes dizia que utilizava o tons Warm Gray e Cool Gray, mas é claro que eu não tinha como ganhar (e nem comprar) os dois, então escolhi o mais “colorido” dos dois. É mais um material que ainda estou na fase experimental, mas que já posso dizer que adorei.

No final das contas descobri que colorir digitalmente era o que não me empolgava de verdade. Pintar um desenho à mão e vê-lo pronto ali, artesanalmente, é uma sensação indescritível para mim.

Aquarela

Agora seria o momento onde eu falaria sobre aquarela. Finalmente CORES de verdade nas minhas ilustrações e não apenas variações dos tons de cinza… Pois é, mas como comentei antes, comprei tudo que precisava para começar a me aventurar com este novo material, mas as mudanças da vida ainda não me deixaram começar esta nova experiência.

Quem acompanha o blog verá como vou me sair nessa primeira experiência em breve.

Comentários, dúvidas ou sugestões?

Por ora é isso, use os comentários abaixo para deixar sua opinião sobre os materiais de desenho que costuma usar. Ou se tiver alguma dúvida ou sugestão eu adoraria “ouvir”.

Retrato da Sohfes

Retrato da minha amiga @sohfes, feito baseado em uma das fotos que ela utilizou no seu perfil do twitter. Usei apenas canetas para finalizar este, diferente do que tenho feito ultimamente (pincel e nanquim), porque meu nanquim está quase no final e não sabia se daria para o desenho todo…

Versão maior no meu DeviantArt.

Momento autocrítica

Ainda estou com problemas com desenhos grandes. Já falei em algum post de um ano atrás que perco muito fácil a proporção por ter me acostumado a desenhar pequeno sempre… mas agora o problema que encontrei foi em manter o alinhamento dos elementos do rosto… preciso praticar mais!

Materiais

– Lapiseira Pentel 0.9
– Folha A4 90g/m2
– Caneta Pitt Pen “F”
– Caneta Ecco Pigment 0.3 (Faber Castell)

Yoga

Arte-finalizado com canetas PITT da Faber Castell e colorido rapidamente no Photoshop. Baseado em uma foto.

Zombie

Desenho feito sob encomenda baseado em uma ilustração do game Plants Vs Zombies. Uma amiga quer fazer um patch dele e bordar no seu jaleco da faculdade… oO

Feito com minha lapiseira 0.9 Pentel de anos de idade, arte-finalizado com caneta Pitt Brush da Faber Castell e cores e tratamento da imagem com o Photoshop CS5.

Desenho grande

Notei que eu tenho uma mania estranha… eu desenho tudo muito pequeno. Dificilmente faço ilustrações e até quadros com personagens grandes na folha. Tipo um rosto de folha inteira ou um close gigante numa hq que ocupa uma página toda.

Isso é ruim, porque acabo não tendo muita noção da proporção quando preciso desenhar algo muito maior do que eu to acostumado.

Outro fator que esse meu costume atrapalha é a arte-final. Quando desenho em tamanho pequeno o traço acaba sendo menos detalhado e a arte-final acaba mais tosca e mais tremida (por causa da caneta de ponta fina). No caso de um desenho em maior, posso utilizar uma ponta brush (tipo pincel) e quando a arte é diminuída os traços acabam ficando melhores e mais bem definidos.

Bem, vou experimentar mais disso futuramente. Por enquanto fiz esse desenho rápido e aleatório ontem a noite só pra testar essa teoria e usar a ponta brush para quase todos os traços do desenho (tava louco pra fazer isso). O legal é que dá pra adicionar muito mais detalhe sem deixar a arte “suja”.

Estou sem computador, tive que tirar uma foto do desenho. =P