Eu li Bando de Dois

Bando de Dois, de Danilo Beyruth, foi o grande sucesso nacional de 2010, ouvi falar muito dessa hq logo após seu lançamento, mas somente agora tive a oportunidade de comprá-la, já em sua segunda edição.

Esta edição já vem com os prêmios da hq estampados na parte de trás: Melhor HQ Nacional 2010 (UniversoHQ e Blog dos Quadrinhos), Melhor Lançamento 2010 (Prêmio Angelo Agostini) e Melhor HQ 2010 (Blog Gibizada e Site O Grito).

Ufa! Que foi aclamado pela crítica já sabemos, agora faltava lê-lo e ver o que eu, um simples mortal, achava da história.

Eu gostei muito de Bando de Dois, a arte de Danilo Beyruth é muito boa, toda feita com pincel e de uma fluência incrível. Gostei também da narrativa da história, dinâmica e com poucos quadros por página. As páginas duplas são um atrativo a parte, com Beyruth mostrando seu potencial como artista.

Sobre a história em si, Bando de Dois nos fala sobre um cangaceiro que sobrevive a uma emboscada contra seu bando e vaga pelo cerrado até encontrar outro sobrevivente. Juntos resolvem ir atrás da volante que decapitou seus companheiros e que irá exibir suas cabeças na capital. Cada por seu próprio motivo.

Gosto muito das histórias que envolvem a cultura nacional, mas neste caso, mesmo com todo o cenário e personagens do cangaço, não podemos deixar de lembrar a influência do Velho Oeste norte-americano comentado dentro da própria obra: “Bando de Dois é o bangue-bangue à brasileira“.

Para mim esse “detalhe” é uma vantagem desta hq e que muitos outros produtos nacionais deveriam seguir como exemplo, pois saber aproveitar um clichê para dar aquele gostinho para sua obra é essencial para a identificação dos leitores com todo o universo que a história apresenta. Ponto para Danilo Beyruth!

Eu recomendo Bando de Dois. Dificilmente você vai conseguir parar de ler assim que começar…

Fui adicionado no Tupixel!

Depois de descobrir o Tupixel através de um tweet hoje a tarde, me indiquei para a lista de ilustradores tupiniquins.

Com extrema velocidade, o Faoza respondeu meu email comunicando minha inserção na lista. E com a confirmação veio um release do site, que reproduzo abaixo.

Vale a pena conferir e divulgar este trabalho muito importante para todos nós.

Tupixel é uma ferramenta de auxílio para quem busca por desenhos feitos em terras tupiniquins.

Em seu banco de dados, o maior do gênero no Brasil, já se encontram mais de 1750 desenhistas, entre eles, grandes mestres do passado, profissionais dos mais diferentes estilos e iniciantes desta arte tão presente em nosso dia-a-dia através de jornais, revistas, livros, internet, embalagens, moda, peças publicitárias, histórias em quadrinhos, tv, cinema e demais mídias impressas e digitais.
Além da diversidade, o site Tupixel contempla um largo período: de Angelo Agostini, que residiu em São Paulo a partir de 1860 (reconhecido por pesquisadores como um dos pioneiros em âmbito mundial), até desenhistas “100% digitais” da atual geração.

Resultado de 12 anos de pesquisa do artista gráfico e ilustrador Faoza, o site não é uma lista fechada, Tupixel está aberto a receber colaborações, logo você pode indicar novos nomes e links pelo e-mail: [email protected]
Caso você seja desenhista (profissional ou iniciante) e ainda não estiver listado no site, envie um e-mail com nome, endereço do seu portfólio on-line e um desenho no formato JPG.
Agora deixemos as palavras de lado e vamos aos desenhos: Escolha uma letra no menu, clique na imagem do preview para ver a imagem completa e acesse o link para ver e saber mais do desenhista pesquisado.

Espero que a sua pesquisa seja tão prazerosa quanto foi, e ainda está sendo, a minha.
Faoza

30 de Janeiro – Dia do HQ nacional

Angelo Agostini-PiresHoje é o dia do HQ nacional. Você sabe por que? Por causa do grande Angelo Agostini, patriarca das histórias em quadrinhos no Brasil.

Alguns dias atrás fiquei curioso com a história desse grande ícone e achei no Wikipedia muitas informações sobre ele. Sempre me perguntei por que o nome do prêmio mais importante dos quadrinhos nacionais é o Troféu Angelo Agostini.

Segue um texto retirado da Wikipedia:

O artista mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu desenvolvendo intensa atividade em favor da abolição da escravatura, pelo que realizava diversas representações satíricas de D. Pedro II. Aqui colaborou, tanto com desenhos quanto com textos, com as publicações O Mosquito e Vida Fluminense. Nesta última, publicou, a 30 de Janeiro de 1869, Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte, considerada a primeira história em quadrinhos brasileira e uma das mais antigas do mundo.

Aqui fica minha homenagem à esta data tão importante para nós, artistas independentes desse nosso país!

Nesse exato momento, o assunto mais comentado (Trending Topics)  no twitter do Brasil é o Dia da HQ nacional! Clique nesta hashtag #diadohqnacional para ver o que as pessoas estão comentando agora mesmo.