Eu assisti O Homem do Futuro

Nesta segunda-feira a noite assisti ao filme nacional O Homem do Futuro, com Wagner Moura e Alinne Moraes. Ultimamente os filmes nacionais estão cada vez melhores. A produção, elenco, roteiro, tudo.

Neste caso não é diferente. Achei o filme O Homem do Futuro sensacional em sua simplicidade. Uma comédia romântica com toques de ficção científica muito bem elaborada e que prende a atenção de quem está assistindo do começo ao fim.

Wagner Moura já provou diversas vezes que é um ótimo ator e neste filme lida com três personagens com características diferentes. Alinne Moraes também está ótima, uma mulher linda e que sabe atuar.

A trilha sonora tem tudo a ver com a história e nos lembra dos longínquos anos 90 o tempo todo. É um filme nota dez e recomendo a todos conferirem no cinema mais próximo!

Aproveitei a empolgação com o filme e fiz esse desenho aí de cima rapidamente no meu bloco de rascunhos ontem a noite! Força ao cinema nacional! =D

Eu assisti X-men: First Class

Ontem assisti X-Men: First Class. O que de cara me fez querer ver o filme é que foi feito com os personagens que foram os meus preferidos durante um bom tempo da minha vida (os X-Men como um todo), tanto nos quadrinhos como nas séries animadas televisivas. Adorava a série clássica dos anos noventa! Graças a ela, nesta mesma data, eu devorava os títulos de quadrinhos mutantes, quando tinha condições de comprá-los (normalmente só conseguia um por mês, Os Fabulosos X-Men). Já nessa primeira década do novo milênio também acompanhei uma série diferenciada com os personagens. Não lembro o nome dela agora, mas eram os X-Men adolescentes. Gostava muito dessa série também.

Os filmes dos X-Men antes do First Class não agradaram muito o público e a mim, foram apenas mais alguns para uma boa sessão da tarde ou Tela Quente. O que mudou no First Class? Tudo, né? Mas o mais interessante mesmo foi a forma como a amizade do Xavier e do Magneto foi explorada. Já havia lido algumas edições em quadrinhos que abordavam o começo dessa amizada ou no mínimo demonstrava isso de alguma forma, como quando Legião foi ao passado matar Magneto e acabou matando Xavier (que protegeu seu amigo do ataque do rapaz), dando início à Era do Apocalipse nas hqs.

Em X-Men: First Class a amizade dos protagonistas se forma muito rapidamente, a impressão que eu tive foi que as viagens de recrutamento que Charles e Erik fizeram poderiam ter sido melhor exploradas para mostrar a amizade se desenvolvendo entre os dois. Mas não acredito que isso tire o mérito do filme.

As piadas com os cabelos do Professor X também chamaram a atenção pela recorrência. Mas eu gostei. Assim como a rápida ponta de Logan mandando ambos para aquele lugar.

Uma coisa que sempre gostei nas histórias em quadrinhos de X-Men é o fato de que a amizade de Magneto e Xavier nunca morreu de verdade, eles simplesmente tem objetivos diferentes que acabam colocando ambos em conflito. Se realmente vieram mais filmes a partir de First Class eu espero que isso fique bem claro e que a amizade de ambos não seja desfigurada por uma suposta “maldade” na personalidade de Magneto.

O sonho de Erik é trazer Xavier para o seu lado, e o mesmo em relação aos outros mutantes. Por isso alguns mutantes viviam mudando de time nas histórias mais clássicas das hqs… não sei dizer nos dias de hoje dos quadrinhos, porque não acompanho mais.

Concluindo, X-Men: First Class é um ótimo filme principalmente pra quem curte X-Men e, como eu, é um fã de Magneto! E não se deixe levar pelo fato de que alguns personagens nem se quer “existiam” na série original na época em que o filme ocorre, porque estamos em outra mídia e a história aqui está sendo reescrita. O filme é ótimo e vale a pena assistir.

Eu li Scott Pilgrim (e assisti ao filme)

Scott Pilgrim CollectionFaz um tempinho que não escrevo na seção Eu Li aqui do blog. Mas vamos lá.

Eu li os três volumes de Scott Pilgrim com grande espaçamento entre o primeiro e o segundo, e assisti ao filme também um tempo depois de terminar de ler o terceiro e último volume da série.

Os quadrinhos

Gostei muito dos quadrinhos de Scott Pilgrim. A cada volume o traço vai melhorando, os cenários e a quadrinização vão ficando mais pró. Mas o que realmente me envolveu nessa série foi a história, que de algum jeito faz com que nos identifiquemos com ela, mesmo que sua vida não tenha nada de vagabundo como a do Scott.

O foco nos relacionamentos (amizades e romances) e na imaturidade do protagonista nestes quesitos prende bastante o leitor, principalmente quando sentimos que lentamente ele vai evoluindo. Cada personagem tem sua personalidade bem marcada e vai evoluindo também a medida que a história avança.

Bem, as vezes tem coisas sem sentido e que, garanto, continuam sem sentido até o final. No meu ponto de vista isso é um dos charmes da hq.

O traço do autor, Bryan Lee O’Malley, é bem interessante. Tem muitas influências do mangá, inclusive na quadrinização, mas ao mesmo tempo tem um estilo pessoal. Eu gostei muito do visual da história desde o começo. As roupas e acessórios de cada personagem ajudam a entender a personalidade de cada um.

O filme

O filme eu assisti ontem mesmo, então ta fresquinho na memória. Eu gostei bastante, mas esperava algo mais parecido com a história da hq, o que não aconteceu… e isso é ótimo!!! Normalmente as adaptações, como o nome já diz, são versões da mesma história adaptadas para outra mídia. No caso de Scott Pilgrim Vs. The World a coisa é diferente.

Primeiramente um único filme não teria como contar a história do mesmo jeito que três volumes (seis no original) de quadrinhos. E outra, o filme foi produzido antes da série em quadrinhos ser terminada, o que fez dele uma história bem diferente, mas nem um pouco menos interessante.

Uma coisa que me chamou a atenção foram as onomatopéias de quadrinhos utilizadas com brilhantismo no filme. Muito legal! Achei a escolha dos atores muito boa também.

Concluindo

Eu recomendo Scott Pilgrim em ambas as mídias citadas aqui neste humilde blog. Vale a pena ler os quadrinhos e assistir ao filme, e não importa a ordem dos fatores neste caso, porque são duas maneiras diferentes de contar a histórias.