Eu li Necronauta

Danilo Beyruth ficou conhecido no ano passado por ganhar diversos prêmios com sua graphic novel Bando de Dois (que já fez parte da sessão Eu Li um tempo atrás). E agora nos traz um pouco mais de seu talento em Necronauta.

O traço de Danilo é muito interessante e, apesar de diversas influências visíveis, não deixa de ser muito pessoal. Gosto muito da diagramação que ele usa nas suas páginas, com quadros grandes e amplos que deixam a leitura mais dinâmica e menos presa a cada página.

O Necronauta é o personagem com o qual ele trabalhou em diversas histórias em quadrinhos independentes no passado e nesse lançamento da Zarabatana Books (mesma editora pela qual foi lançado Bando de Dois) constam as seis primeiras histórias deste personagem.

Ainda quando publicado independentemente, em 2007, Necronauta foi indicado ao Troféu HQMix. Só por isso já sabemos que as histórias tem qualidade.

O protagonista é um condutor de almas. Como ficamos sabendo na última das seis histórias deste volume, todo condutor de almas tem sua especialidade. A do Necronauta são as almas que ficaram presas por pendencias emocionais à sua vida material.

Beyruth abusa da criatividade para nos trazer histórias bem diferentes umas das outras, sabendo aproveitar bem o grande potencial que o tema de seu personagem traz. A morte sempre interessou aos vivos!

Comprei esta revista por ter gostado muito de Bando de Dois e não me arrependi da aquisição. Vale a pena conferir Necronauta!

Eu li Wolves

Capa de WolvesFaz bastante tempo que eu não atualizo nada aqui, não é? Mas é por um bom motivo, estou muito empolgado no meu trabalho novo e infelizmente me falta tempo para desenhar mais… De qualquer forma, vou falar um pouco da hq independente de Becky Cloonan chamada Wolves.

Eu tenho admirado o trabalho de Becky pela internet, porém ainda não tinha tido a oportunidade de ler nada dela. Foi então que ela lançou Wolves. Ainda em agosto eu fiz o pedido e paguei pelo Paypal… mas infelizmente o pedido demorou para vir dos EUA e acabou pegando a greve dos Correios aqui. Resultado: chegou ontem em casa!

Mas vamos ao que interessa! Eu li Wolves de Becky Cloonan e curti. É uma história curta (one shot) sobre um caçador da era medieval que está em busca de uma besta em meio a uma floresta densa.

A história é densa como o próprio cenário onde ela ocorre. O traço carregado nos coloca no clima o tempo todo, aliviando apenas na representação de algumas memórias do nosso protagonista, onde fica leve e claro. Gosto muito da soltura no traço da artista, isso foi uma das coisas que sempre me chamou atenção no trabalho dela.

Autógrafo na quarta capaAdorei a composição da história, deixando para o leitor a tarefa de completá-la em alguns momentos. Mas sem deixar mistérios e pontas soltas. É uma história curta, bem escrita e sem compromisso de ser um grande clássico, até porque tem poucas páginas. Cumpre bem aquilo que se propõem a cumprir.

Vale a pena encomendar, porém acredito que já tenha se esgotado em sua primeira edição. Na encomenda recebi uma edição autografada e numerada (987 de 1000) e dois extras, um da série Demo (um cartão/marca-páginas) e um cartão da própria Becky Cloonan, mas esqueci de tirar foto dos dois. Depois atualizo o post com elas…

Então é isso! Vou continuar acompanhando a autora na web (ela é mais ou menos ativa no twitter e tumblr) aguardando ansioso seu próximo trabalho.

Até a próxima!

OBS: Quem quiser acompanhar um pouco do que tenho feito de sketches e trabalhos em andamento pode acessar o meu tumblr. É o que mais mantenho atualizado ultimamente…

Eu assisti O Homem do Futuro

Nesta segunda-feira a noite assisti ao filme nacional O Homem do Futuro, com Wagner Moura e Alinne Moraes. Ultimamente os filmes nacionais estão cada vez melhores. A produção, elenco, roteiro, tudo.

Neste caso não é diferente. Achei o filme O Homem do Futuro sensacional em sua simplicidade. Uma comédia romântica com toques de ficção científica muito bem elaborada e que prende a atenção de quem está assistindo do começo ao fim.

Wagner Moura já provou diversas vezes que é um ótimo ator e neste filme lida com três personagens com características diferentes. Alinne Moraes também está ótima, uma mulher linda e que sabe atuar.

A trilha sonora tem tudo a ver com a história e nos lembra dos longínquos anos 90 o tempo todo. É um filme nota dez e recomendo a todos conferirem no cinema mais próximo!

Aproveitei a empolgação com o filme e fiz esse desenho aí de cima rapidamente no meu bloco de rascunhos ontem a noite! Força ao cinema nacional! =D

Eu assisti X-men: First Class

Ontem assisti X-Men: First Class. O que de cara me fez querer ver o filme é que foi feito com os personagens que foram os meus preferidos durante um bom tempo da minha vida (os X-Men como um todo), tanto nos quadrinhos como nas séries animadas televisivas. Adorava a série clássica dos anos noventa! Graças a ela, nesta mesma data, eu devorava os títulos de quadrinhos mutantes, quando tinha condições de comprá-los (normalmente só conseguia um por mês, Os Fabulosos X-Men). Já nessa primeira década do novo milênio também acompanhei uma série diferenciada com os personagens. Não lembro o nome dela agora, mas eram os X-Men adolescentes. Gostava muito dessa série também.

Os filmes dos X-Men antes do First Class não agradaram muito o público e a mim, foram apenas mais alguns para uma boa sessão da tarde ou Tela Quente. O que mudou no First Class? Tudo, né? Mas o mais interessante mesmo foi a forma como a amizade do Xavier e do Magneto foi explorada. Já havia lido algumas edições em quadrinhos que abordavam o começo dessa amizada ou no mínimo demonstrava isso de alguma forma, como quando Legião foi ao passado matar Magneto e acabou matando Xavier (que protegeu seu amigo do ataque do rapaz), dando início à Era do Apocalipse nas hqs.

Em X-Men: First Class a amizade dos protagonistas se forma muito rapidamente, a impressão que eu tive foi que as viagens de recrutamento que Charles e Erik fizeram poderiam ter sido melhor exploradas para mostrar a amizade se desenvolvendo entre os dois. Mas não acredito que isso tire o mérito do filme.

As piadas com os cabelos do Professor X também chamaram a atenção pela recorrência. Mas eu gostei. Assim como a rápida ponta de Logan mandando ambos para aquele lugar.

Uma coisa que sempre gostei nas histórias em quadrinhos de X-Men é o fato de que a amizade de Magneto e Xavier nunca morreu de verdade, eles simplesmente tem objetivos diferentes que acabam colocando ambos em conflito. Se realmente vieram mais filmes a partir de First Class eu espero que isso fique bem claro e que a amizade de ambos não seja desfigurada por uma suposta “maldade” na personalidade de Magneto.

O sonho de Erik é trazer Xavier para o seu lado, e o mesmo em relação aos outros mutantes. Por isso alguns mutantes viviam mudando de time nas histórias mais clássicas das hqs… não sei dizer nos dias de hoje dos quadrinhos, porque não acompanho mais.

Concluindo, X-Men: First Class é um ótimo filme principalmente pra quem curte X-Men e, como eu, é um fã de Magneto! E não se deixe levar pelo fato de que alguns personagens nem se quer “existiam” na série original na época em que o filme ocorre, porque estamos em outra mídia e a história aqui está sendo reescrita. O filme é ótimo e vale a pena assistir.

Eu li Scott Pilgrim (e assisti ao filme)

Scott Pilgrim CollectionFaz um tempinho que não escrevo na seção Eu Li aqui do blog. Mas vamos lá.

Eu li os três volumes de Scott Pilgrim com grande espaçamento entre o primeiro e o segundo, e assisti ao filme também um tempo depois de terminar de ler o terceiro e último volume da série.

Os quadrinhos

Gostei muito dos quadrinhos de Scott Pilgrim. A cada volume o traço vai melhorando, os cenários e a quadrinização vão ficando mais pró. Mas o que realmente me envolveu nessa série foi a história, que de algum jeito faz com que nos identifiquemos com ela, mesmo que sua vida não tenha nada de vagabundo como a do Scott.

O foco nos relacionamentos (amizades e romances) e na imaturidade do protagonista nestes quesitos prende bastante o leitor, principalmente quando sentimos que lentamente ele vai evoluindo. Cada personagem tem sua personalidade bem marcada e vai evoluindo também a medida que a história avança.

Bem, as vezes tem coisas sem sentido e que, garanto, continuam sem sentido até o final. No meu ponto de vista isso é um dos charmes da hq.

O traço do autor, Bryan Lee O’Malley, é bem interessante. Tem muitas influências do mangá, inclusive na quadrinização, mas ao mesmo tempo tem um estilo pessoal. Eu gostei muito do visual da história desde o começo. As roupas e acessórios de cada personagem ajudam a entender a personalidade de cada um.

O filme

O filme eu assisti ontem mesmo, então ta fresquinho na memória. Eu gostei bastante, mas esperava algo mais parecido com a história da hq, o que não aconteceu… e isso é ótimo!!! Normalmente as adaptações, como o nome já diz, são versões da mesma história adaptadas para outra mídia. No caso de Scott Pilgrim Vs. The World a coisa é diferente.

Primeiramente um único filme não teria como contar a história do mesmo jeito que três volumes (seis no original) de quadrinhos. E outra, o filme foi produzido antes da série em quadrinhos ser terminada, o que fez dele uma história bem diferente, mas nem um pouco menos interessante.

Uma coisa que me chamou a atenção foram as onomatopéias de quadrinhos utilizadas com brilhantismo no filme. Muito legal! Achei a escolha dos atores muito boa também.

Concluindo

Eu recomendo Scott Pilgrim em ambas as mídias citadas aqui neste humilde blog. Vale a pena ler os quadrinhos e assistir ao filme, e não importa a ordem dos fatores neste caso, porque são duas maneiras diferentes de contar a histórias.

Eu li Mondo Urbano

Mondo Urbano é uma hq indie de Eduardo Medeiros, Rafael Albuquerque e Mateus Santolouco. Todos ótimos artistas e quadrinistas brasileiros! Essa obra prova isso mais do que qualquer outra.

A obra é formada pelos seguintes ingredientes: sexo, drogas e rock’n’roll! Além de arte e narrativa muito boas, é claro!

Ela conta a história de Van Hudson, um super rockstar que, dizem, vendeu a alma ao diabo para ser o maior e o melhor! Para contar sobre Hudson os autores usam diversas pequenas histórias com personagens diferentes, mas que se conectam em algum momento.

O interessante é que notamos que cada capítulo é desenhado por um dos três autores e alguns capítulos até dividem a arte de uma mesma página entre eles. Cada qual com seu estilo único.

Mondo Urbano é dividida em três arcos de capítulos: Powertrio, Overdose, Cabaret e Encore. Eles haviam sido lançados separadamente antes, e agora formam o volume um da hq.

Eu li Vidas Imperfeitas

Hoje eu li as quatro edições do zine Vidas Imperfeitas de Mary Cagnin. Ele está sendo publicado no MushiComics também, mas chegou apenas à metade do terceiro ali, então não resisti e fui até o blog do zine ler o resto do terceiro e quarto capítulos. =)

A hq é sobre Juno, uma garota forte (literalmente) e com uma personalidade marcante, e aborda os relacionamentos dela com sua família e seus colegas de escola. O que me chamou muito a atenção foi a maneira realista com que a autora consegue transmitir essas relações ao leitor, como o romance entre Daniel e Juno que vai se desenvolvendo cada vez mais e os ciúmes que a antiga relação dela com Diego causam.

No quarto capítulo a história fica mais densa, mostrando fatos do passado de Juno e sua família que ela gostaria de esquecer…

O traço da história vai melhorando drasticamente a cada nova edição. As ilustrações de cenário ainda deixam a desejar, mas os personagens são construídos visualmente com uma mistura linda de mangá com desenho mais realista.

Vale a pena acompanhar a série Vidas Imperfeitas!

[Resenha] Contratempos Modernos

ecomic-contratemposTexto por K

Novela da Vida Real (sobre fatos “corriqueiros” e coisas que lembram “novela mexicana..”); High School Comics (sobre “a fantástica vida escolar”); Capitão Aleja (sobre um “explorador espacial “)…

Diversas tirinhas no estilo cartum, com motivos diferentes reunidas em um único site. Trata com muito humor, se não todos, a maioria dos contratempos do dia-a-dia.

Contratempos Modernos é de autoria de Rodrigo Chaves e tem tiras novas a cada dois dias! Confira no endereço http://contratemposmodernos.blogspot.com

Palavra do Autor

Eu sempre fiz tiras, cartuns, charges…. Me lembro de eu ainda criança desenhando tirinhas malucas, mostrando para a minha família e tendo que explicar, pois ninguém entendia. Com o tempo eu fui juntando muito material que eu gostava, mas que só tinha mostrado para três ou quatro pessoas, e isso, de uma certa forma, é triste e frustrante. O destino de desenhos não deve ser a gaveta. Então em 2006, vendo os blogs de tirinhas se proliferando na internet, eu resolvi fazer o meu, com o objetivo de mostrar os desenhos para quem quisesse ver e me obrigar a fazer novos desenhos com uma certa periodicidade. Como a maior parte desse material que eu queria mostrar para as pessoas era uma série sobre um dinossauro e um robô que se chamava “Contratempos Modernos”, esse acabou sendo o nome do blog por falta de outra opção melhor, mas acho que o nome acabou servindo muito bem para o que o blog se transformou e o tipo de humor que eu faço.

Quanto a desenhar e criar as tirinhas, eu gosto de me sentir desafiado. Acho que por isso que o blog tem todo tipo de desenhos diferentes e nenhuma série é muito grande. Quando eu vejo que estou dominando alguma coisa, aquilo começa a ficar sem graça para mim. A fórmula inovadora de hoje é o ranço de amanhã. Talvez por isso que eu goste tanto das tiras sem diálogos, é muito desafiador contar uma história só com os desenhos e organizar tudo em 3 ou quatro quadrinhos. Gosto de brincar com a diagramação da tira, com os ângulos do desenho, com o espaço…E nessa tentativa estar sempre forçando os meus limites, sempre tentando fazer algo que eu não sei se vou conseguir, fazer diferente do que eu sempre faço, eu ainda acabo às vezes caindo no meu erro de criança, postando tiras que ninguém entende e eu tendo que explicar, mas é o preço que se paga.

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Mais uma página de Tailer #9

O site MushiComics está disponibilizando uma página nova de Tailer #9 todas as sextas. Hoje não é exceção!! Tá lá, a segunda página do capítulo. Leia a página de hoje!

MushiComics: Que site é esse?

MushiComics é uma site de histórias em quadrinhos online em que todas os dias – exceto domingos e feriados – pelo menos uma nova página de quadrinho é colocada aqui para você ler 😉

Estamos sempre procurando novas histórias e colaboradores! Você tem uma história? Junte-se a nós! Aceitamos hqs em todos os estilos (comics, mangá etc), exceto histórias pornográficas / hentai / eróticas e quadrinhos com personagens de terceiros sem autorização dos criadores.

Há também uma versão impressa do site, a revista MushiComics, com histórias inéditas e vendidas em algumas lojas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Natal e Palmas e também pelo correio.

Para terminar o site pode ser acessado por dois endereços: www.mushicomics.com ou www.mushi-san.com.

Retirado do site MushiComics

[Resenha] Armagedom o homem do final dos tempos

Texto por K

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Ilustração do personagem principal

Amagedom é um superherói da cidade de São Paulo, combatendo o crime. A primeira história trata de suas motivações, de maneira envolvente. A segunda promete.

PERSONAGEM

Identidade: Cézar raspantini – Secreta
Altura:1,80m
Peso: 90 kgs
Base de Operações: São Paulo-SP
Primeira Aparição: Armagedom nº 0
Grupo Afiliado: Nenhum

Os autores são Fernando César e Alexandre Rodrigues e pode ser lido no endereço url http://armagedomohomemdofinaldostempos.blogspot.com

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